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15 de setembro

Benjamin Biolay

15 septembre

C'est pas l'heure de m en aller
Le moment d'y passer,encore
C'est pas l'heure de deranger
Les archanges et les saints,les morts
Dans les yeux des poupees,je vois tes yeux
Devant la pente,je ne vois qu'un creux
Hier encore,tu fredonnais encore
Dans quelques reves,quelques songes ivres morts

Non ne dis rien mon amour
reviens juste au matin
T'immiscer et felin
Sous les draps chauds de mon corps
Qui cherchera ta main
Dehors il fera mauve
Et ces elephants roses
Reprendront leur chemin

C'est pas l heure de s'envoler
Pas l'heure de s'immoler encore
Ai-je tort d'y croire un peu
Avant que l'on soit vieux ou morts
Des zombies sequestres sur des prie dieux
Sourient sourient a qui mieux-mieux
Hier encore,tu fredonnais encore
Dans quelques reves,quelques songes ivre mort.

Non ne dis rien mon amour
Reviens juste au matin
T'immiscer et felin
Sous les draps chaud de mon corps
Qui cherchera ta main
Dehors il fera mauve
Et ces elephants roses
Reprendrons leur chemin
On leur dira merci
Ils nous dirons de rien
De rien...

Quelque part le 15 septembre,je t'ecris de chez Fred
ou je bois autant que je peux
Je vois tres peu d'amis
D'ailleurs,j'en ai tres peu
Je te signale a propos que la commode dans l'entree n'est pas noire
Non elle est bleue
pour les details formels on verra ça.des qu'on peut
Je te demande un dernier service au passage
Ne m ecris pas.Non,c'est mieux
Ps:Je crois que ma soeur ne prend jamais Les transports en commun

On reste dieu merci,a la merci d'un jeudi noir
D 'une soudaine avarie,d'une avanie,d'un avatar
Ne reste pas ici il commence a se faire bien tard
Quelle aventure,quelle aventure
La superbe
La superbe

15 de setembro

Não é hora de eu ir embora
Ainda é momento de passar por aqui
Não é hora de atrapalhar
Os arcanjos e os santos, os mortos
Nos olhos das bonecas, vejo os teus olhos
Diante da ladeira, só vejo um buraco
Ontem ainda, você cantava de novo
Em alguns sonhos, algumas visões bêbadas

Não, não diz nada, meu amor
Volta só pela manhã
Te enroscar e felino
Sob os lençóis quentes do meu corpo
Que vai procurar sua mão
Lá fora vai estar roxo
E esses elefantes cor-de-rosa
Retomarão seu caminho

Não é hora de voar
Não é hora de se imolar ainda
Estou errado de acreditar um pouco
Antes que fiquemos velhos ou mortos
Zumbis sequestrados em bancos de oração
Sorriem, sorriem para quem puder
Ontem ainda, você cantava de novo
Em alguns sonhos, algumas visões bêbadas.

Não, não diz nada, meu amor
Volta só pela manhã
Te enroscar e felino
Sob os lençóis quentes do meu corpo
Que vai procurar sua mão
Lá fora vai estar roxo
E esses elefantes cor-de-rosa
Retomarão seu caminho
Vamos agradecer a eles
Eles dirão de nada
De nada...

Em algum lugar, 15 de setembro, te escrevo da casa do Fred
Onde bebo o quanto posso
Vejo muito poucos amigos
Aliás, tenho muito poucos
Te aviso que a cômoda na entrada não é preta
Não, ela é azul
Para os detalhes formais, a gente vê isso assim que puder
Te peço um último favor no caminho
Não me escreve. Não, é melhor
Ps: Acho que minha irmã nunca pega transporte público

Estamos, graças a Deus, à mercê de uma quinta-feira negra
De uma avaria repentina, de uma avania, de um avatar
Não fique aqui, já está bem tarde
Que aventura, que aventura
A maravilhosa
A maravilhosa

Composição: Benjamin Biolay