Aída
Ah, oh, Aída
Aída, me acostumei
A andar sozinha, com
Minhas cicatrizes, com
Minhas dúvidas, e minha voz
Rachada. Passaram-se os
Anos e me fizeram
Acreditar que o brilho
Vinha de fora
Que eu não era
Suficiente, mas
Agora… Eu sou minha
Própria estrela
Comecei a brilhar
A me ver tão linda
Não, não venho a
Arrastar ninguém
Nem a carregar o
Peso de almas
Perdidas. Minha paz não
Está à venda, e
Se você não sabe o que
Significa curar
Tampouco tem
Espaço no meu
Caminhar
Ah, uh, sim
Aída, eu
Não vou baixar de
Nível, não, não vou
Fazer isso, se você não sabe
Se elevar, eu não sou
Sua rede. Não é ego
É a arte de saber
Quem sou, e não vou
Baixar nem um
Centímetro por ninguém
Meu nível está claro
Não é um jogo de
Máscaras, não me verá
Esperando que me
Alcance, trabalhe
Por você, mas se não
Fizer, não importa
Eu já cheguei aonde
Nunca imaginou
Ah, ah, Aída, oh
Sim, aprendi a
Soltar o que não me
Pertence, o barulho
As promessas vazias
As expectativas
Alheias. Fui o eco
Dos meus próprios
Medos, e hoje já não
Sou essa mulher que
Se pergunta se é
Suficiente, agora
Me reconheço
Não tenho tempo para
Explicar o valor do
Meu ser, nem para
Convencer quem não
Trabalhou na sua
Alma. Se quiser
Entrar na minha vida
Será quando você for o
Reflexo do que
Houver curado. Não
Haverá espaço para o
Lastro nem para o
Drama
Ah, oh, Aída
Sim