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Consórcio Y2K

Blinded By Faith

Consortium Y2K

Subliminal propaganda, corporate theft, no conscience left
Is there something wrong in the land of the freak?
Behind the so-called ideals, shameful and odious lies
Chromed scum, masters in disguise selling shreds of paradise

They twist laws, crawl in marble gutters
Playing with lives like they juggle with numbers
Some people rob us with a fountain pen
Even worst: we're helpless when such things happen

Oh! They surely do it with standing and grandeur
Criminal measures wrapped in golden words
Should we applause their falsity and their tax-free philanthropy?

Yes I wanna be politically incorrect
And plunge my fingers deep in the unscarred wounds
Medias can spread their praises, don't give a damn
I won't pay a facelift to the gruesome minds

What's the gist of this joke? We're forced fed with illusions!
Mesmerized mass, stuck in a rut, caught in a web, paralysed
Broken hope, downhill slope, slow decay, corruption's heydays

So many struggles to strangle the witnesses…
Too many sickening truths in confidential reports…
So many reasons to burn the compromising proofs…
So much dishonesty rightfully breeds contempt.

Overthrown democracies, moral bankruptcies
Falsified archives, a jigsaw puzzle to analyse
Contradictory information, a labyrinth of deforming mirrors

Suspicion is not dissidence; it's a right we must all claim

Listen to my blazing diatribe, my desperate anthem
Here and now my revolt growls
as I spew sick rhymes for a troubled world
The explosive chronicle of an epoch of silent wrath
A tragedy tattooed in the back of a blind.

Consórcio Y2K

Propaganda subliminar, roubo corporativo, sem consciência alguma
Tem algo errado na terra dos esquisitos?
Por trás dos chamados ideais, mentiras vergonhosas e odiosas
Escória cromada, mestres disfarçados vendendo pedaços do paraíso

Eles distorcem leis, rastejam em valas de mármore
Brincando com vidas como se fossem números
Algumas pessoas nos roubam com uma caneta
Pior ainda: somos impotentes quando essas coisas acontecem

Oh! Eles com certeza fazem isso com postura e grandeza
Medidas criminosas envoltas em palavras douradas
Devemos aplaudir sua falsidade e sua filantropia isenta de impostos?

Sim, eu quero ser politicamente incorreto
E enfiar meus dedos fundo nas feridas não cicatrizadas
As mídias podem espalhar seus elogios, não tô nem aí
Não vou pagar um facelift para as mentes grotescas

Qual é a essência dessa piada? Somos alimentados com ilusões!
Massa hipnotizada, presa em um ciclo, pega em uma teia, paralisada
Esperança quebrada, ladeira abaixo, decadência lenta, os dias de glória da corrupção

Tantas lutas para estrangular as testemunhas…
Muitas verdades nauseantes em relatórios confidenciais…
Tantas razões para queimar as provas comprometedoras…
Tanta desonestidade que gera desprezo.

Democracias derrubadas, falências morais
Arquivos falsificados, um quebra-cabeça para analisar
Informações contraditórias, um labirinto de espelhos deformantes

Desconfiança não é dissidência; é um direito que todos devemos reivindicar

Ouça minha diatribe ardente, meu hino desesperado
Aqui e agora minha revolta ruge
Enquanto eu vomito rimas doentias para um mundo problemático
A crônica explosiva de uma época de ira silenciosa
Uma tragédia tatuada nas costas de um cego.

Composição: Tommy Demers