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1228 (coelho branco)

Block Out

1228 (zeèevi Beli)

Vrebam ko smuk iznad grotla.
Neèujno provodim sate.
Crveni rez ispod oka,
sve glupe rane se pamte.

Miluje svetlost sa neba,
miholjsko cedi se leto.
Ukraden plen s dna dubine,
kida ga mršavo pseto.

Seæanja naviru sama,
Brzo, ko zeèevi beli...

Stoji na kaljavom drumu,
bori se s jaèim od sebe.
U mestu hoda mašina.
Smeje se klizava glina.

Mesec mu sija na muku,
Èeka na red, pa nek traje.
Sipam mu duvan u ruku,
produžen život klima,
odlazim dalje...

Seæanja naviru sama,
brzo, ko zeèevi beli...

Stižemo. Teret se spušta.
Vesela kapija žuta.
... I sitan kamen pod gumama krza...
... I lišce kreæe da šušti.

Zastajem, leða me bole.
Izuvam bokal pun vode.
Svaki put isti ritual.
Igra završava ovde...

...gde seæanja naviru sama,
brzo, ko zeèevi beli...

1228 (coelho branco)

Escondido como cobra na toca.
Sem querer, passo horas.
Corte vermelho sob o olho,
todas as feridas bobas ficam na memória.

A luz do céu me abraça,
o verão se espreme no outono.
Um prêmio roubado do fundo,
rasgado por um cachorro magro.

As lembranças vêm sozinhas,
Rápido, como coelhos brancos...

Parado na estrada enlameada,
lutando contra algo mais forte.
No lugar, uma máquina caminha.
A lama escorregadia ri.

A lua brilha na sua dor,
espera a vez, que dure o quanto quiser.
Coloco tabaco na mão dele,
a vida prolongada balança,
estou indo embora...

As lembranças vêm sozinhas,
rápido, como coelhos brancos...

Chegamos. A carga desce.
Um portão amarelo e alegre.
... E pequenas pedras sob os pneus rangem...
... E as folhas começam a farfalhar.

Paro, minhas costas doem.
Tiro o jarro cheio de água.
Toda vez o mesmo ritual.
O jogo termina aqui...

...onde as lembranças vêm sozinhas,
rápido, como coelhos brancos...

Composição: