9 de Fevereiro de 2026, às 12:00
O show de Bad Bunny no Super Bowl trouxe referências à cultura latino-americana, entrando para a história como uma das apresentações mais políticas do evento.
O artista porto-riquenho utilizou o palco de maior audiência da TV americana para exaltar suas raízes, apresentando um repertório quase inteiramente em espanhol e cenários que remetem à identidade de sua terra natal.

Se você quer entender todos os detalhes por trás da apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, então vem com a gente!
O show do intervalo do Super Bowl é o palco de maior audiência da televisão mundial e um dos momentos mais cobiçados da cultura pop. Para um artista, ocupar esses quinze minutos significa atingir reconhecimento global.
No caso de Bad Bunny, sua apresentação no Super Bowl 60 foi histórica por si só: ele se tornou o primeiro artista a comandar o espetáculo de forma solo, sendo predominantemente em espanhol.
Esse feito é um marco de representatividade, em um período de tensões sociais e debates sobre a presença de imigrantes e da língua espanhola nos Estados Unidos.
Benito não apenas cantou seus sucessos como transformou o palco em uma aula de resistência e identidade. Confira a seguir todas as referências de Bad Bunny no Super Bowl 60!
Logo na abertura do show, o público ouviu de um violeiro a frase “que rico es ser latino” e visualizou os dizeres “el espetáculo de medio tiempo del Súper Tazón”; em português, “o espetáculo do intervalo do Super Bowl”.
Ao som de Tití Me Preguntó, escolhida para abrir o show, o cenário levou os espectadores diretamente para as ruas e campos de Porto Rico.

O público assistiu dançarinos como trabalhadores rurais em plantações de cana usando chapéus de palha, carrinhos de coco gelado, vendedores de bebidas típicas e até mesmo a barraquinha de tacos que fez referência a uma loja real, a Villa’s Tacos.
O palco retratou ainda o comércio local de joias de ouro e prata, senhores concentrados em uma partida de dominó em uma mesa azul, além de cenas de manicure e lutadores de boxe, exaltando a identidade e cultura porto-riquenha.
Bad Bunny também levou para o Levi’s Stadium a famosa “casita”, elemento cenográfico icônico de suas turnês que representa uma casa típica de Porto Rico.
Mais do que um cenário, ela simboliza o berço das festas onde o reggaeton, o perreo, ganhou força e se consolidou como cultura desde os anos 1980.
Enquanto nos shows tradicionais a casa reúne convidados e fãs do artista, nesta edição do Super Bowl ela serviu de palco para nomes de peso, como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal, Young Miko e Jessica Alba, artistas latinos ou com ascendência latina.
Benito aproveitou a estrutura para subir no telhado da casita e apresentar uma sequência de seus próprios hits: Yo Perreo Sola, Safaera, Party e VOY A LLeVARTE PA PR.
Antes de dar início à faixa EoO, houve um medley nostálgico que homenageou grandes nomes do reggeaton, com os sucessos Pa’ Que Retozen, de Tego Calderón; Noche de Travesuras, de Hector El Father; e a icônica Gasolina, de Daddy Yankee.
Esse momento foi marcado por muita dança e sensualidade, elementos fundamentais que definem a estética e o ritmo porto-riquenho.
Ao incluir essas canções, Bad Bunny reafirmou a importância dos artistas que abriram os caminhos para que o gênero se tornasse o fenômeno global que é hoje.
Ao cair do telhado para o interior da casita, Bad Bunny revelou um cenário carregado de simbolismos familiares para qualquer latino.
O ambiente recriava uma sala típica, com uma família assistindo à televisão em meio a decorações características: diversas figuras de santas religiosas, o clássico relógio de parede, quadros envoltos em luzes neon e vasos de flores.
Além da riqueza visual, a apresentação também trouxe teorias. Nas redes sociais, fãs especularam que a queda do telhado e o chute brusco na porta para sair da casa poderiam ser uma crítica à truculência das ações da agência de imigração americana (ICE).
Logo na introdução da música MONACO, Bad Bunny se dirigiu diretamente à audiência, falando em espanhol: “Meu nome é Benito Antonio Martinez Ocasio, e se hoje estou aqui no Super Bowl 60, é porque nunca deixei de acreditar em mim. Você também deveria acreditar em você”.
Na sequência de sua apresentação, o público foi surpreendido com a parte final de uma cerimônia de casamento. Um representante de Bad Bunny confirmou que a celebração foi real, com o artista assinando a certidão como testemunha.
Sem a identidade revelada, o casal havia originalmente convidado Bad Bunny para o seu casamento, mas o artista sugeriu que eles participassem do intervalo do Super Bowl.
Assim, foi apresentado um grande bolo, muita dança e a clássica imagem de uma criança dormindo em cadeiras durante a festa. A cena pode ser interpretada também como uma referência ao clipe da música NUEVAYoL, onde a maioria das cenas acontece em uma celebração de casamento repleta de costumes latinos.
Para embalar a celebração do casamento no palco, Lady Gaga fez uma participação especial cantando o sucesso Die With a Smile, com toque latino em uma versão no ritmo de salsa, acompanhada pela banda porto-riquenha Los Sobrinos.
Um detalhe que não passou despercebido foi o figurino utilizado por Gaga. O vestido em azul-claro representa o tom utilizado na bandeira de Porto Rico por movimentos que defendem a soberania e a independência da ilha.

Após a apresentação musical, Lady Gaga foi puxada por Bad Bunny para dançar um trecho de BAILE INoLVIDABLE.
Ao cantar o hino NUEVAYoL, faixa do álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, Bad Bunny trouxe a histórica relação entre a ilha caribenha e a metrópole estadunidense.
Nova York é considerada o centro demográfico e cultural mais relevante para os porto-riquenhos fora de San Juan, cidade onde, inclusive, a própria bandeira de Porto Rico foi criada.
O cenário reproduziu o ambiente das comunidades latinas na cidade e um dos destaques foi a participação de Toñita, proprietária do lendário Caribbean Social Club, um dos redutos mais icônicos da cultura latina em solo nova-iorquino.
Nesse momento, Benito protagonizou a cena emocionante ao entregar um Grammy para uma criança que o assistia em uma televisão no palco. O figurino do garoto foi inspirado em uma foto de infância do próprio Bad Bunny.
Para encerrar o bloco, ele cantou o trecho “¿Cómo Bad Bunny va a ser rey del pop?”, reafirmando sua ascensão como um dos maiores nomes da música pop global, sem perder suas raízes no reggaeton.
Em um cenário que reproduzia a capa do álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, Ricky Martin cantou LO QUE LE PASÓ A HAWAii. A faixa é uma das mais políticas de Bad Bunny, utilizando a história do Havaí para criticar os impactos do imperialismo na identidade local.

Isso reforçou o receio de que Porto Rico sofra o mesmo apagamento cultural do arquipélago havaiano. A colaboração também é importante: Ricky Martin, desde os tempos de Menudo, foi o precursor que abriu as portas da indústria americana para a música latina.
Durante a transição, postes de luz no palco se apagaram com uma explosão cenográfica. Isso é referência direta aos frequentes cortes de energia em Porto Rico, problema agravado pela infraestrutura precária da ilha desde 2021.
Ao cantar El Apagón, Bad Bunny ergueu a bandeira porto-riquenha com o triângulo em azul-claro. Esse tom de azul simboliza a luta pela independência e soberania, diferenciando-se do azul-escuro oficial dos EUA.
O trecho icônico da música não passou despercebido:
La capital del perreo, ahora todos quieren ser latino’, no, ey
Pero les falta sazón, batería y reggaeton
A mensagem reforça que, embora a estética latina seja um sucesso global, a verdadeira essência pertence à luta do povo latino.
Ao som de CAFé CON RON, Benito segurou uma bola de futebol americano com a frase “Juntos, somos a América”, acompanhado por músicos que carregavam as bandeiras de diversos países do continente.
O cantor ressignificou o termo “God bless America” ao listar todos os países americanos, do sul ao norte, terminando com Porto Rico. Fãs notaram que a ordem remete à obra América Invertida, de Joaquín Torres-García.
A referência critica a visão de que a América se resume apenas aos Estados Unidos.
Para fechar o show, o telão exibiu a frase: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”. Em vez de ataques diretos, Bad Bunny focou na inclusão, deixando claro que todos no continente são americanos.

A apresentação terminou com DtMF, faixa do disco vencedor do Grammy em 2026. A escolha celebrou a resistência latina através do afeto em vez de mensagens de ódio.
Você descobriu tudo do show no Bad Bunny no Super Bowl e suas principais referências. Sabemos que as composições do Benito são cheias de significados e mensagens que vão muito além do óbvio.
Se você quer conferir versos marcantes sobre amor, identidade e resistência, não pode deixar de ver as melhores frases do Bad Bunny!

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