16 de Dezembro de 2024, às 12:00
O rock dos anos 2000 nos presenteou com diversas bandas incríveis, e a biografia do Linkin Park mostra o quanto a banda foi importante para a década.
Com elementos de nu metal, rap, rock alternativo e música eletrônica, o Linkin Park conseguiu moldar e redefinir o cenário do rock contemporâneo, se projetando como uma das bandas mais icônicas.
Formada em Agoura Hills, na Califórnia, a banda alcançou o topo das paradas e conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. A seguir, vamos mergulhar na biografia do Linkin Park e entender um pouco mais sobre o legado da banda. Confira.
Tudo começou em 1996, na Califórnia, quando os amigos Mike Shinoda, Brad Delson e Rob Bourdon decidiram se juntar para formar uma banda. Inicialmente, a ideia era fazer algumas experimentações e, assim, surgiu a banda Xero.
No ano seguinte, após o lançamento de uma demo, tiveram a oportunidade de realizar o primeiro show, abrindo para o System of a Down, no clube Whisky a Go Go, em West Hollywood.
Contudo, a Xero não conseguiu atrair muita atenção na época, mas seguiram determinados a continuar refinando a sonoridade. Sentiram que precisavam de um novo vocalista, capaz de transformar os rumos da banda, que havia acabado de passar por mudanças na formação.
Em 1999, começaram a buscar um novo vocalista para substituir Mark Wakefield, foi então que conheceram Chester Bennington. Na época, Chester havia sido membro do Grey Daze e já era conhecido no meio pelo vocal potente.
A chegada de Chester Bennington foi um grande divisor de águas na trajetória da banda. De fato, após assumir o vocal, a banda começou a acontecer de verdade. Chester trouxe uma intensidade vocal que, combinada ao rap de Mike Shinoda, criou a assinatura sonora do Linkin Park.
Como a banda estava iniciando uma nova fase, por que não mudar também o nome? E foi o que fizeram. A escolha foi por Hybrid Theory que, embora tenha durado pouco, acabou permanecendo como título do primeiro disco.
O novo nome não durou muito e os integrantes decidiram, mais uma vez, rebatizar a banda como Linkin Park, uma singela homenagem ao Lincoln Park, um famoso parque em Santa Mônica, Califórnia, lugar onde os integrantes costumavam se encontrar.
A ideia inicial era usar o nome original do local, mas optaram por alternar ligeiramente a grafia para evitar problemas de direitos legais e, coincidentemente, facilitar o registro do domínio.
Não demorou para a relação entre Shinoda e Bennington render bons frutos. Entrosados, eles começaram a compor juntos e a trabalhar focados no primeiro projeto da banda.
Chegaram a gravar uma demo e a fazer algumas apresentações para empresários e produtores de Los Angeles. Após algumas rejeições, o que costuma ser até natural no início, conseguiram finalmente assinar com a Warner Records, em 1999.
Ali, aconteceu o ponto de partida para um dos álbuns mais icônicos da década seguinte: Hybrid Theory.
Lançado em outubro de 2000, Hybrid Theory é um testemunho das emoções cruas e experiências universais que moldaram as composições de Chester Bennington e Mike Shinoda.
A dupla demonstrou habilidade ao transformar temas como angústia, frustração e esperança em hits que até hoje fazem muito sucesso. Shinoda descreveu as letras como “interpretações de sentimentos que todos nós experimentamos, algo em que você pode pensar e se conectar”.
Com faixas como In The End, Crawling e One Step Closer, o primeiro álbum do Linkin Park rapidamente se tornou um fenômeno global. Vendeu mais de 24 milhões de cópias em todo o mundo, recebendo o cobiçado Disco de Diamante nos Estados Unidos.
Além disso, foi o álbum mais vendido de 2001, consolidando o Linkin Park como uma das bandas mais tocadas nas rádios americanas naquele ano.
Outro marco importante na biografia do Linkin Park aconteceu com o lançamento do segundo disco, em 2002, Meteora. Com hits como Numb, Somewhere I Belong, Breaking the Habit, Lying from You, Hit the Floor e Faint, o álbum é marcado por uma maior influência do rapcore.
Meteora consolidou o Linkin Park não apenas como uma das maiores bandas do rock 2000, mas também como uma grande representante do nu metal. Em seus dois primeiros projetos, a banda mostrou sua forte capacidade em mesclar letras introspectivas com arranjos enérgicos, algo que acabou se tornando um de seus maiores trunfos.
Embora tenha conquistado sucesso quando o rock era tomado pelo nu metal, a banda não restringiu suas criações ao gênero. Tanto que os integrantes abraçaram a evolução musical em álbuns como Minutes to Midnight, lançado em 2007, disco que trouxe uma sonoridade mais melódica e letras políticas.
Além disso, em A Thousand Suns, de 2010, ficou conhecido pelas experimentações eletrônicas. Já em Living Things, lançado em 2012, o Linkin Park conseguiu equilibrar suas raízes com a inovação, mantendo a relevância em um cenário musical em constante mudança.
Compõem ainda a discografia do Linkin Park os álbuns: The Hunting Party, de 2014; One More Light, 2017; e o mais recente, From Zero, que marca a entrada da vocalista Emily Armstrong.
O último álbum com Chester Bennington nos vocais, One More Light, não obteve o mesmo êxito dos anteriores. Críticos consideraram o disco muito comercial e com pegada mais pop, o que destoava do estilo da banda.
Dois meses após o lançamento, Chester Bennington foi encontrado morto em sua casa, na Califórnia, em 20 de julho de 2017. A morte trágica e precoce do vocalista deixou uma lacuna irreparável não apenas na biografia do Linkin Park, mas também na história do rock como um todo.
Na época, Chester estava com 41 anos, e a tragédia fez com que a banda cancelasse sua turnê nos Estados Unidos. Em 27 de outubro, os integrantes realizaram um concerto em homenagem ao vocalista, no Hollywood Bowl.
O evento contou com a participação de artistas como Blink-182, System of a Down, Korn, Avenged Sevenfold, Bring Me the Horizon, Yellowcard e Kiiara.
Após a morte de Chester, Linkin Park fez uma pausa na carreira. O hiato durou longos sete anos e, depois de muitos questionamentos e incertezas, Shinoda chegou a comentar nas redes sociais que sentia vontade de seguir com a banda.
Porém, ainda havia o conflito de substituir Chester, algo que incomodava Shinoda. Ele não queria buscar um novo vocalista, preferia que tudo acontecesse de maneira natural.
Enquanto esse encontro não acontecia, Shinoda, Farrell e Hahn seguiram trabalhando em composições novas, mas sem qualquer alarde ou especulação sobre um possível retorno do Linkin Park aos palcos.
Até que, em 2019, eles conheceram a então vocalista da banda Dead Sara, Emily Armstrong. Ela e outros músicos se juntaram à banda para trabalhar em algumas músicas. Chegaram a lançar alguns remixes, mas Shinoda seguia dizendo que não havia planos concretos sobre voltar a tocar ao vivo.
Somente em setembro de 2024, eles anunciaram, em evento ao vivo, o retorno aos palcos com Emily Armstrong assumindo os vocais. Apesar da chegada de Emily ter causado algumas críticas, a banda seguiu firme com ela, embarcando em uma turnê em quatro continentes, que incluiu dois shows no Brasil, realizados em novembro.
Também em novembro, o Linkin Park lançou seu trabalho mais recente, From Zero, o 8° álbum de estúdio da banda. Composto por 11 faixas, o disco reúne elementos de trabalhos anteriores e mostra que ainda há muito a se experimentar nesta nova fase.
O disco foi bem recebido pelos críticos, que avaliaram que a performance de Armstrong mostra respeito diante da magnitude do legado deixado por Chester.
Com esse retorno de cabeça erguida, o Linkin Park conseguiu demonstrar que mesmo diante da dor, é possível encontrar forças para construir um novo marco na biografia da banda.
Muito bom poder conhecer melhor a biografia do Linkin Park, uma das bandas mais expressivas dos anos 2000. Continue com a gente e vamos juntos fazer uma volta no tempo e ouvir alguns grandes sucessos das melhores bandas dos anos 2000, topa?

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