27 de Janeiro de 2026, às 19:00
Você sabe o que é piseiro? Esse gênero musical relativamente novo nasce como desdobramento do forró, mais especificamente da pisadinha, e carrega uma identidade fortemente ligada ao Nordeste.
Com batidas simples, repetitivas e dançantes, o ritmo mistura elementos do forró eletrônico com influências do funk e do brega funk, criando um som direto, fácil de reconhecer e ainda mais fácil de dançar.
Nos últimos anos, o estilo ganhou força nas plataformas de streaming, impulsionado por músicas curtas e forte circulação em festas populares, paredões e redes sociais, tornando o piseiro um dos gêneros mais ouvidos do país. Continue lendo para saber mais!
Para entender o que é piseiro, é preciso voltar alguns anos e observar a evolução do forró no interior do Nordeste.
O gênero surge como um desdobramento direto da pisadinha, que, por sua vez, nasce dentro do forró eletrônico, com uma proposta mais enxuta, acessível e adaptada às realidades das festas populares fora dos grandes centros urbanos.
Em vez de grandes bandas, estruturas complexas e muitos músicos no palco, a pisadinha apostou na combinação simples entre voz e teclado eletrônico, resultando em uma sonoridade repetitiva, acelerada e altamente dançante.
A partir dessa base, o ritmo passou a incorporar influências contemporâneas, principalmente do funk e do brega funk, tanto na batida quanto na estética sonora. O resultado é um estilo que mantém a alma do forró, mas dialoga com a música urbana atual.
A história do piseiro começa no interior da Bahia, especialmente em cidades pequenas, onde a pisadinha se consolidou no início dos anos 2000. O ritmo se espalhou com facilidade por outros estados nordestinos, como Pernambuco, Ceará, Alagoas e Paraíba.
A origem do gênero está diretamente ligada à pisadinha, muitas vezes tratada como ponto de partida. Mas não se engane: eles não são exatamente a mesma coisa.
A pisadinha pode ser entendida como a base estética e musical, enquanto o piseiro surge como uma evolução, com batidas mais rápidas, arranjos mais marcados e maior apelo comercial.
Essa diferença ajuda a entender como o estilo foi se transformando ao longo do tempo.
Desde suas origens no interior baiano, a simplicidade do formato permitiu que muitos artistas produzissem músicas com poucos recursos, o que facilitou a circulação do som em pendrives, rádios locais e, mais tarde, nas plataformas digitais.
Esse modelo colaborou para que o piseiro se espalhasse rapidamente pelo Nordeste, criando uma cena própria, com bandas e cantores que se tornaram conhecidos regionalmente antes de alcançar projeção nacional.
Até mesmo o nome do ritmo está diretamente ligado ao ambiente onde o ritmo nasceu: vem da palavra “pisar” e faz referência ao piso de terra batida, comum em festas realizadas em sítios, áreas rurais e espaços improvisados.
Nessas celebrações, o chão levantava poeira com o movimento constante dos pés, criando o cenário perfeito para a dança que caracteriza o gênero. O termo também se conecta à ideia de “pisa”, que remete tanto ao ato de dançar quanto ao impacto físico da música.
Essa relação com o chão não é apenas simbólica. Ela define a estética do ritmo, o tipo de festa onde ele circula e até a forma como as músicas são construídas. O piseiro passa por esse vínculo direto com a experiência coletiva típica das festas populares nordestinas.
É impossível falar sobre o que é o piseiro sem mencionar a dança, marcada por passos arrastados, pisadas curtas e repetitivas, com pouca movimentação dos braços, que costumam ficar próximos ao corpo.
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Diferente do forró tradicional de casal, o piseiro propõe uma dança majoritariamente solo, pensada para grandes grupos, paredões de som e espaços abertos.
Essa coreografia simples contribuiu para a popularização do ritmo, já que não exige aprendizado formal. Qualquer pessoa consegue acompanhar a batida depois de poucos segundos, o que reforça o caráter inclusivo do gênero.
O vínculo entre piseiro e forró também passa pelas vaquejadas, manifestações culturais tradicionais do Nordeste que unem competição, festa e música.
Após as disputas, é comum que o encerramento seja marcado por shows e paredões de som, ambientes onde o piseiro encontrou terreno fértil para crescer. Nessas ocasiões, o ritmo substituiu ou passou a dividir espaço com o forró tradicional e outros estilos regionais.
Com o tempo, o som que ecoava nos eventos em chão de terra ganhou novos espaços. A circulação pelas festas do interior, somada ao alcance das plataformas digitais, levou o piseiro para playlists nacionais e grandes palcos.
Desde meados de 2018, o gênero passou a ser adotado também por artistas já consolidados, acelerando sua chegada à cena nacional.
Do sertão às multidões, o piseiro se firmou como um ritmo que mistura tradição e atualização constante, carregando a memória das festas simples, mas se reinventando a cada nova produção.
Hoje um dos gêneros musicais mais populares do Brasil, o piseiro teve a sua ascensão impulsionada por diversos artistas que trouxeram novos sons e influências para o público.
Afinal, não dá para falar sobre o que é piseiro sem citar gigantes como Os Barões da Pisadinha, João Gomes e muitos outros. Conheça alguns dos principais nomes do gênero:
Formados em 2018, o grupo Os Barões da Pisadinha se tornou sinônimo do gênero, trazendo um som que mistura o forró eletrônico com a energia da pisadinha. Hits como Recairei e Tô Com Medo caíram no gosto popular e dominam as playlists de festa.
João Gomes é um dos maiores nomes da nova geração do piseiro, trazendo uma pegada mais intimista, com letras que abordam sentimentos e relações pessoais, e uma mistura de piseiro com forró e brega funk, como os sucessos Lembrei de Nós e Dengo.
Outro nome de sucesso no piseiro é Vitor Fernandes, que inovou com a fusão de elementos do forró com o eletrônico e o sertanejo. Suas músicas, como Acaso e Toque Carinhoso, são exemplos do que ele tem de melhor: letra romântica, batida acelerada e pegada dançante.
Conhecido por seu talento no acordeão, Tarcísio do Acordeon traz um toque de tradição à modernidade do gênero piseiro. É impossível resistir à batida dançante de músicas como Meia Noite (Você Tem Meu WhatsApp).
Mari Fernandez é uma das vozes femininas que tem se destacado no ritmo. Com uma carreira em ascensão, ela trouxe um frescor ao gênero, com músicas que falam sobre empoderamento e relacionamentos, como o hit Saudade do Carai.
Zé Vaqueiro surpreende pela habilidade em misturar o piseiro com outras vertentes, como o forró e o sertanejo. O artista alcançou enorme sucesso com hits como Cronômetro e Arriadin Por Tu, colaboração com o talentoso João Gomes.
Um dos pioneiros do gênero, Biu do Piseiro é um dos principais responsáveis pela difusão do piseiro no Nordeste graças a seu estilo inconfundível, que mescla forró tradicional e eletrônico. Vale a pena conferir sucessos como Pede Que Eu Te Dou e Sextou.
Conhecido por hinos como Morena Jambo, Matheus Fernandes consegue agradar tanto os fãs de forró quanto os de sertanejo e brega funk. Essa musicalidade versátil fez com que ele se tornasse uma das principais promessas do piseiro.
Talentoso em criar hits que misturam o piseiro com influências do brega funk, Nattan estourou no Brasil inteiro com músicas como Homem É Homem, Moleque É Moleque. Ele conquistou uma legião de fãs com sua pegada dançante e seus arranjos eletrônicos.
Outro gigante do piseiro é Léo Foguete, que entrega produções simples e irresistíveis, como Cópia Proibida e Galeria. Ele é especialista em misturar o ritmo a elementos do funk e forró, criando músicas de fácil assimilação e com grande potencial de se tornarem hits.
Felipe Amorim ficou conhecido pela capacidade de criar canções que mesclam a simplicidade do piseiro com o romantismo do sertanejo. Um dos destaques é Nossas Fotos, versão em piseiro de DtMF que ganhou elogios do próprio Bad Bunny.
Quando o assunto é paredão, não dá para esquecer de DJ Tayrone, do hit Sexo Bolado. Um dos maiores nomes de piseiro eletrônico, ele ficou famoso por fundir o som do forró com batidas eletrônicas de funk e brega funk, fazendo sucesso em festas e aparelhagens.
Para descobrir o que é piseiro sem sombra de dúvidas, nada melhor que conferir as melhores músicas que representam suas batidas diretas, danças fáceis, letras que falam do cotidiano e conexão clara com a cultura popular.
Confira as faixas essenciais para entender por que esse ritmo conquistou tanta gente!





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