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Fundo do Poço

Blood Girl

Rock Bottom

Coming to terms with dying alone
Mindless lobotomy staring at phone
After having a life that is empty at most
Brain damaged parasite seeking a host

I have 22 years worth of baggage you see
And nobody can carry such deadweight for me
I'm expendable surely I'm great for the good
But the bad is so bad that it ruins the mood

Exploding head syndrome is always a blast
And I bend over backwards and land on my ass
Which is always the issue that's holding me back
Making excuses for people who treat me like crap

So I'd stay home from school but now school is at home
So I lay in my bed all day browsing my phone
Neurodivergency eating my time
Wasting my life being online

Down at rock bottom, midlife crisis coming soon
Throwing me out from a plane with no parachute
I have no plans for my life and nothing to do
Nothing to do

Down in the gutter, surrounded by sewage drains
Stinking up everything till I relapse again
Rock bottom doesn’t feel so different from my bed
So I guess

Coming to terms with my spinstery self
Is less of a shame spiral more like accept
So I’ll just live as a vampire suck out the fun
Of every person who thinks I'm the one

I don't like to imagine the future at all
But maybe without all the trouble of love
I’d be fine on my own drinking blood from a bag
500 years old and still just as sad

So the futures abhorrent, and the past is a pain
And the present is empty and boring and lame
Homemade brain tumour eating my skull
Gnawing and gnashing head empty no thoughts

And living's repetitive, life's just a bust
Everything's relative, I am just dust
Just the bug you brush of your ear
Singing my songs that nobody hears

Down at rock bottom, midlife crisis coming again
Throwing me out from a roof with no working brain
I have no goals for my life and nothing to say
Nothing to say

Down in the gutter, surrounded by rusty pipes
Falling asleep in the shitwater overnight
From shit I have come and to shit I’ll return that's fine
That's fine

Fundo do Poço

Entrando em acordo com o fato de morrer sozinha
Lobotomia irracional encarando o celular
Depois de ter uma vida que é vazio ao melhor
Parasita com lesão cerebral em busca de um hospedeiro

Eu tenho 22 anos de bagagem, veja bem
E ninguém consegue carregar tanto peso-morto por mim
Sou dispensável, certamente sou ótimo para o bem
Mas o ruim é tão ruim que estraga o clima

A síndrome da cabeça que explode é sempre uma destruição
E eu me inclino para trás e caio na minha bunda
O que é sempre o problema que está me segurando
Arrumando desculpas para gente que me trata feito merda

Então eu ficaria em casa e faltaria na escola, mas agora a escola é em casa
Então eu deito na minha cama o dia inteiro navegando no meu celular
Neurodivergência engolindo o meu tempo
Gastando minha vida ficando online

No fundo do poço, crise da meia idade vindo aí
Me arremessando pra fora de um avião sem paraquedas
Eu não tenho planos pra minha vida e nada pra fazer
Nada pra fazer

Na sarjeta, cercada por bueiros
Sujando tudo até recair de novo
O fundo do poço não é muito diferente da minha cama
Então eu acho

Que entrar em acordo com o meu jeito individualista
É menos vergonha do que aceitar
Então eu só vou viver como um vampiro, chupar a diversão
De toda pessoa que achar que eu sou a certa

Eu não gosto de imaginar o futuro de forma alguma
Mas talvez sem todo o problema do amor
Eu ficaria bem sozinha bebendo sangue de um saquinho
500 anos de idade e ainda triste igual

Então, o futuro é abominável e o passado é um incômodo
E o presente é vazio, tedioso e sem graça
Tumor cerebral caseiro comendo meu crânio
Cabeça vazia rangendo e roendo, sem pensamentos

E viver é repetitivo, a vida é apenas um fracasso
Tudo é relativo, eu sou apenas poeira
Apenas o inseto que você tira da sua orelha
Cantando minhas músicas que ninguém ouve

No fundo do poço, crise da meia idade vindo aí
Me arremessando de um telhado sem um cérebro que funcione
Eu não tenho objetivos na minha vida e nada a dizer
Nada a dizer

Na sarjeta, cercada por bueiros
Caindo no sona na água suja durante a noite
Da merda eu vim e para a merda eu voltarei, tudo bem
Tudo bem

Composição: Maja Jasmin