
bambolê
Boar Carter
Me chama de bruxa, mas nunca me toca
Minha calma engana, minha raiva sufoca
Vi tua coroa derretendo lá fora
Você fala alto, minha vingança é rouca
Te observo do alto, um olhar de corvo
Teu jogo é frágil, uma coisa de tolo
Tu quis me ferir, mas eu me ergo em dobro
Planto tua queda com um beijo mudo
Canto com as sombras, danço no terreiro
Sou a tempestade que apaga o teu isqueiro
Faço a roda girar, bambolê
Quero ver tu pagar pra ver
Não tem santo que te proteja
Te desarmo, sou chama acesa
Bato com força contra o Sol
Tu é isca e eu anzol
Nem tenta me combater
Aqui só eu, nunca você
Fiz pacto com o vento, tenho sede de luz
Tu anda com ouro, eu caminho com a cruz
Sou fogo sagrado, sou voz que seduz
Não uso terno, mas carrego a jus
Minha alma é densa, tua pose é fachada
Tudo o que esconde, eu boto na estrada
Sou verso que fere, lâmina afiada
Você que ser Deus, agora é só piada
Canto com as sombras, danço no terreiro
Sou a tempestade que apaga o teu isqueiro
Faço a roda girar, bambolê
Quero ver tu pagar pra ver
Não tem santo que te proteja
Te desarmo, sou chama acesa
Bato com força contra o Sol
Tu é isca e eu anzol
Nem tenta me combater
Aqui só eu, nunca você
Tu me pintou de vilão no teu teatro
Mas teu roteiro é fraco e eu sou o ato
Me invoca no escuro que eu viro retrato
Te assisto cair com o meu cajado



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