
Lendárias Amazonas
Boi Malhadinho
Nasceram às margens do rio Nhamundá
No seio da mata, o destino esculpiu
Mulheres forjadas com sangue da Lua, seminuas
Mulheres da guerra, tatuadas de poder
Arco e flechas, destemidos na arte da guerra
Pra combater pra vencer
Teu passo incendeia
Ilumina a Lua cheia
Descem as águas profundas
Pra buscar o muiraquitã
Mulheres sem maridos
Se consagram ao luar de yaci
No rito do amor proibido
Germina a fertilidade
Dos ventos brotam destinos
Se nascer uma cunhatã, guerreira!
A mãe celebra se for curumim a mãe chora de tristeza
Para a Lua recusa o destino
Entrega o menino ao pai Guacari
Que leva nos braços na sua canoa que desaparece nas trilhas do rio
Sou filha da Floresta
Do barro, da seiva, da escuridão
Nhanderueta, ywandehekoo
Reina Conori a guardiã do talismã



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