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Jangada de Alumínio

Bolero Freak

Letra

    Sou filha de Ogum feroz
    Sou dente, carne, imensa voz
    Sou de sair de madrugada
    Sou de alumínio
    Mas sou jangada

    Sou bem tratada pelas águas, pelos rios que cruzo
    E os maremotos, as enchentes, a Yemanjá me curvo
    Sou a corrente intransponível, sou possível ilha
    Sou mera coincidência entre os sete mares
    Sou a memória desse barco que partiu

    Sou Turmalina, sou de prece
    Sou ametista, a flor do Agreste
    Sou pequenina, sou divina
    Sou o martírio, sou a mulher

    Que não se esquece
    Que não se despe
    Que o Sol aquece
    Que tudo tece
    Que traz a peste
    Que faz a prece
    Que guarda a veste
    Que se enobrece

    Que resplandece
    Céu que escurece
    Lua que cresce
    Deusa Que nasce

    Sou labareda que incendeia o sangue quente pulsa
    Sou a novena interrompida, pelos arrepios
    Sou a cartilha indecorosa, sou intensamente
    Sou a medida entre a cruz e a espada
    Sou a menina nesse corpo que escolhi

    Que não se esquece
    Que não se despe
    Que o Sol aquece
    Que tudo tece
    Que traz a peste
    Que faz a prece
    Que guarda a veste
    Que se enobrece

    Que resplandece
    Céu que escurece
    Lua que cresce
    Deusa Que nasce

    Composição: Daniel Lotoy / Renata Versolato. Essa informação está errada? Nos avise.

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