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Macarrão Instantâneo

Boletos Antiaderentes

Letra

    Será que sou eu que tô devagar
    Ou o bonde tá tunado demais?
    Os lábios da morte rodando o rolê
    Se pá que eu tô mesmo a divagar
    A novidade dura muito menos que lança
    Mas a onda é barata, é quente
    O Sísifo dos morros não digere um just do it
    A escola de Frankfurt vai direto pra mente

    São tantos enlatados pelas prateleiras
    E o precipício te encara no espelho
    Do banheiro do bailão
    São tantos enlatados pelas prateleiras
    E o amor líquido é aquela imitação
    Mais acessível de uma catuaba selvagem

    Será que sou eu que tô devagar?
    Essa canção já tá datada antes de lançar
    Os lábios do ócio rodando o rolê
    Se pá que é impreciso navegar
    Cheirando tempero e comendo cru
    O bonde não pode esperar
    A juventude anos dez em poucos frames de um gif
    O bonde tá tunado demais

    São tantos enlatados pelas prateleiras
    E o precipício te encara no espelho
    Do banheiro do bailão
    São tantos enlatados pelas prateleiras
    E o amor líquido é aquela imitação
    Mais acessível de uma catuaba selvagem

    Entre excessos e ausências
    O grave dá a largada
    A construção coletiva da noite
    É a negação comedida do nada
    Entre ausências e excessos
    O grave dá a largada
    O fundo do poço está intrinsecamente ligado ao fundo do copo

    São tantos enlatados pelas prateleiras


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