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Luz da Minha Vida/ Último Adeus/ Fio de Cabelo/ Pagode em Brasília/ Ladrão de Mulher/ O Campeão (pot-pourri)

Bonde do Forró

Letra

    Luz da minha vida mulher adorada dona dos meus beijos
    Volte aos meus braços suplico chorando em nome do amor
    Serei seu marido amante ou escravo que você quiser
    O que eu não posso é continuar neste mundo de dor

    Sem você comigo a vida é castigo tudo é solidão
    A noite em meu leito paixão e despeito me impedem dormir
    Por isso eu te peço seu breve regresso tenha compaixão
    Ou serei o homem mais triste da Terra sem você aqui

    Minha pobre vida já não tem sentido
    Sou barco perdido num mar de tristeza sem os beijos teus
    Traga-me seu corpo para os meus abraços
    Mate o meu cansaço ilumine meus passos pelo amor de Deus

    Esta é a última vez que lhe vejo
    Somente vim dizer adeus e partir
    Nem sequer pedir um beijo
    Sei que seria inútil pedir

    Não precisa mais virar-me o rosto
    Nem tratar-me com desprezo assim
    Sei que em seu coração tem outro
    Não existe mais lugar pra mim

    Perdi a ilusão da vida porque
    Seus carinhos para sempre eu perdi
    Os meus sonhos de amor morrer
    Quando no seu coração eu morri

    Quando a gente ama
    Qualquer coisa serve para relembrar
    Um vestido velho da mulher amada
    Tem muito valor

    Aquele restinho do perfume dela que ficou no frasco
    Sobre a penteadeira mostrando que o quarto
    Já foi um cenário de um grande amor

    E hoje o que encontrei me deixou mais triste
    Um pedacinho dela que existe
    Um fio de cabelo no meu paletó

    Lembrei de tudo entre nós, de um amor vivido
    Aquele fio de cabelo comprido
    Já esteve grudado em nosso suor

    Quem tem mulher que namora
    Quem tem burro empacador
    Quem tem a roça no mato me chama
    Que jeito eu dou
    Eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora
    E o burro empacador eu corto ele na espora
    E as mulher namoradeira eu passo o couro e mando embora

    No estado de Goiás o meu pagode está mandando
    O bazar do Valdomiro em Brasília é o soberano
    No repique da viola balanceia o chão goiano
    Vou fazer a retirada e despedir dos paulistanos
    Adeus que eu já vou me embora que Goiás tá me chamando

    Cachorro latiu, tem de aprevenir
    Ladrão de muié taí
    Quem tiver mulher bonita
    Prepara as arma que tem
    Cachorro latiu de noite
    Ladrão de muié laivém

    Muita moça me namora
    Pensa que eu tenho dinheiro
    Mas dinheiro eu não tenho
    Eu sou um rapaz parceiro
    Apesar de eu ser casado
    Eu pulo o corgo, eu tô solteiro

    Quem me vê com mulher feia pode crer que eu tô doente
    Quem me vê de carro velho socorre que é acidente
    Quem me vê comendo fruto eu já plantei a semente
    Quem me vê contando história, quem conta a história não mente
    Quem me de cara feia é que só tem cerveja quente

    Numa rodada de truco e o zap só sai comigo
    Sete copas me dá tento na corrida do inimigo
    Num jogo de futebol ninguém pode me marcar
    Eu bato o escanteio e corro pra cabecear
    E a galera grita gol vendo a rede balançar

    Me transformo num menino quando me prega a paixão
    Misturo meu sentimento com viola e canção
    Quando quero um amor até me arrasto pelo chão
    Não sou desobediente quando manda o coração
    Na escola do desejo sou doutor sou campeão


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