Causas y azares
Cuando Pedro salió a su ventana
No sabia, mi amor, no sabia
Que la luz de esa clara mañana
Era luz de su ultimo día
*Y las causas lo fueron cercando
Cotidianas, invisibles
Y el azar se le iba enredando
Poderoso, invencible
Cuando Juan regresaba a su lecho
No sabia, oh!, alma querida
Que en la noche lluviosa y sin techo
Le esperaba el amor de su vida
( * )
Cuando acabe este verso que canto
Yo no se, yo no se, madre mía
Si me espera la paz o el espanto
Si el ahora, o si el todavía
Pues las causas me andan cercando
Cotidianas, invisibles
Y el azar se me viene enredando
Poderoso, invencible
Causas e Acasos
Quando Pedro saiu pela janela
Não sabia, meu amor, não sabia
Que a luz daquela clara manhã
Era a luz do seu último dia
*E as causas o foram cercando
Cotidianas, invisíveis
E o acaso se ia enredando
Poderoso, invencível
Quando Juan voltava pra sua cama
Não sabia, oh!, alma querida
Que na noite chuvosa e sem teto
O amor da sua vida o esperava
(*)
Quando eu acabar esse verso que canto
Eu não sei, eu não sei, mãe minha
Se me espera a paz ou o terror
Se é o agora, ou se é o ainda
Pois as causas me andam cercando
Cotidianas, invisíveis
E o acaso vem me enredando
Poderoso, invencível