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A Derrota da Música

Boulevard des Airs

La Défaite De La Musique

Vingt et un juin ou l’ouïe qui pique
Cette mi-temps sera perdue
Une défaite de la musique
Celle qu’en fait on ne fêtera plus
Ou pas pareil ou c’est selon
Ou ça dépendra du réveil
Des autres jeunes, des autres cons
Du vieux d’la vieille, de l’accordéon

Voilà la soupe pas populaire
Que l’on peut servir sans un rond
Grâce aux avares de numéraires
Comme la musique peut avoir l’air con
Du toit de la Mairie sans doute
La fête est inaudible bourde
Voilà votre œuvre Monsieur Ducon
Puisse-t-elle toucher votre audition

Près des buvettes en érection
Sous l’œil des notables au garde à vous
Des musiciens dont l’intention
N’est plus de joindre les deux bouts
Votre arrogance politique
Vous bouche à ce point tous les sens
Qu’en plus de sens de la musique
Vous perdez le sens de l’enfance
Ne voyez vous pas le talent des mioches
Sur les marches de votre ville
Plutôt que de garder dans les poches
De ce métal qui vous rend vil

Je préfère mille fois les mégots
De ces musiciens mal coiffés
L’odeur est meilleure qu’un vieux magot
Qui ne sert pas communauté
Evitons s’approcher du mur
Ce n’est qu’une question de choix
Pour nous le choix de la culture
Vaut tout le reste mille fois

A toutes les salles de Province
A toutes les places de Paris
Qu'encore une fois les guitares grincent
Qu'on nous laisse la musique et le bruit
A tous les gens prêts à planter
De la culture sous les pavés
Scier la branche qui finit mal
A l’aide d’une scie musicale
Semez un peu de graines Messieurs
Et récoltez ce qu’il y a de mieux
Je perdrai s’il faut ma salive
Mais faites que le spectacle vive

A toi Pierrot, Robin des Bois
Je crache avec toi sur cet esclandre
On répètera en cœur après toi
Que la culture n’est pas à vendre
Que la culture est à tout le monde
Que ce qu’on lui fait est immonde

A Derrota da Música

Vinte e um de junho ou a audição que incomoda
Esse intervalo será perdido
Uma derrota da música
Aquela que na verdade não vamos mais comemorar
Ou não é igual, ou depende
Ou vai depender do despertar
Dos outros jovens, dos outros idiotas
Do velho da velha, do acordeão

Aqui está a sopa que não é popular
Que podemos servir sem um centavo
Graças aos avarentos de grana
Como a música pode parecer idiota
Do telhado da Prefeitura, sem dúvida
A festa é inaudível, um erro
Aqui está sua obra, Senhor Ducon
Que ela possa tocar sua audição

Perto das barracas em pé
Sob o olhar dos notáveis em posição de sentido
Dos músicos cuja intenção
Não é mais juntar os dois extremos
Sua arrogância política
Entope todos os seus sentidos
Que além do sentido da música
Vocês perdem o sentido da infância
Não vêem o talento das crianças
Nos degraus da sua cidade
Em vez de guardar nos bolsos
Esse metal que os torna mesquinhos

Eu prefiro mil vezes as bitucas
Desses músicos mal penteados
O cheiro é melhor que um velho tesouro
Que não serve à comunidade
Evitamos nos aproximar do muro
É só uma questão de escolha
Para nós, a escolha da cultura
Vale tudo o resto mil vezes

A todas as salas do interior
A todas as praças de Paris
Que mais uma vez as guitarras rangem
Que nos deixem a música e o barulho
A todos que estão prontos para plantar
Cultura sob os paralelepípedos
Cortar a rama que termina mal
Com a ajuda de uma serra musical
Plante um pouco de sementes, senhores
E colham o que há de melhor
Eu perderei, se for preciso, minha saliva
Mas façam o espetáculo viver

A você, Pierrot, Robin Hood
Eu cuspo com você sobre esse escândalo
Vamos repetir em coro depois de você
Que a cultura não está à venda
Que a cultura é de todos
Que o que fazem com ela é imundo