2015
Hay un demonio que se acuesta a lado mío
Y en las noches me susurra al oído
Palabras chanchas que imprimen en la retina
Curvas rosadas que hacen caer almas perdidas
No aprendo a decir que no, como no decir que si
Errar es tan único, como no caer así
Sonámbulo en el polígono de tiro
Y los fantasmas apuntando a mi espalda
Vistiendo smoking y uniformes de gala
Un dios se ensaña con su libre albedrio
Casi nunca dije que no, que no moriría así
El destino es tan buen señor que te puso ante mí
Truenos escarlata besos de seda
Entre dos almas que anhelan futuros sin computadoras
Y tiramisú de frutas
Existe un ángel en la próxima vereda
Te tira flechas sin pedirte una moneda
Amor de medianoche sin altos costes
Sin inflación y poco conforme
Truenos escarlata besos de seda
Entre dos almas que anhelan futuros sin computadoras
Y tiramisú de frutas
Lunas de arroz en un panal
Y miel de abeja en tus caderas
Noches de asombro libres de odio
2015
Há um demônio deitado ao meu lado
E à noite ele sussurra no meu ouvido
Palavras escrotalas que imprimem na retina
Curvas cor-de-rosa que deixam cair as almas perdidas
Eu não aprendo a dizer não, como não posso dizer sim
Errar é tão único, não cair assim
Sleepwalker no campo de tiro
E os fantasmas apontando para as minhas costas
Usando smoking e uniformes
Um deus indignado com o seu livre arbítrio
Eu quase nunca disse que não, eu não morreria assim.
O destino é tão bom, senhor, que ele colocou você antes de mim
Bate-papo de seda escarlate
Entre duas almas que desejam futuros sem computadores
E tiramisu de frutas
Há um anjo no próximo caminho
Ele atira flechas sem pedir uma moeda
Amor de meia-noite sem altos custos
Sem inflação e pouca conformidade
Bate-papo de seda escarlate
Entre duas almas que desejam futuros sem computadores
E tiramisu de frutas
Luvas de arroz em favo de mel
E mel em seus quadris
Noite de maravilha sem odiar
Composição: Fernando Báez