Luna
La inocencia pervertida
Bajo el velo azul de la noche
La imagen de escalofrío
Me incita a pensar en tus maneras de actuar
Tú, que caminas por las calles mojadas
Con las manos temblorosas, de la vieja solapa, ay
La sombrilla la has dejado en el banco del tren
Y has perdido la mirada de un viejo amor
No hay compasión (no, no, no)
Ya no hay lugar (no vuelvas más)
Viejas sombras del pasado
En mí han sembrado un soñador sin remedio
Sin remedio como el llanto
Una madre que a su hijo vio partir
Si me voy hoy te encontraré mañana
Sonriendo como nunca, con el alma tranquila, ay
Dejaremos la ciudad de ilusiones
Por un camino siempre triste y empedrado
Y me verás otra vez con los ojos de antes
Y olvidaremos después que alguna vez te enojaste
Y me verás otra vez con los ojos de antes
Y olvidaremos después que alguna vez te enojaste
El cielo llora (y se marchita)
Almas en pena (te mortifican)
Ojos negros que se esconden
Y persiguen Luna
Y su imagen es prohibida
Pero no la pude llorar
Luna
A inocência pervertida
Sob o véu azul da noite
A imagem de arrepiar
Me faz pensar nas suas maneiras de agir
Você, que caminha pelas ruas molhadas
Com as mãos tremendo, da velha gola, ai
A sombrinha você deixou no banco do trem
E perdeu o olhar de um velho amor
Não há compaixão (não, não, não)
Já não há lugar (não volte mais)
Velhas sombras do passado
Em mim semearam um sonhador sem jeito
Sem jeito como o choro
Uma mãe que viu seu filho partir
Se eu for hoje, te encontro amanhã
Sorrindo como nunca, com a alma tranquila, ai
Deixaremos a cidade das ilusões
Por um caminho sempre triste e de pedras
E você me verá outra vez com os olhos de antes
E esqueceremos depois que alguma vez você se irritou
E você me verá outra vez com os olhos de antes
E esqueceremos depois que alguma vez você se irritou
O céu chora (e murcha)
Almas penadas (te atormentam)
Olhos negros que se escondem
E perseguem a Lua
E sua imagem é proibida
Mas não consegui chorar por ela
Composição: Brain Caravan