Cronica de Un Viejo Amor
Creo que te quise desde siempre
desde aquel lluvioso dia
en que llegaste al vecindario
tenias alambres en los dientes
unas pecas deliciosas y colita de caballo
en el colegio siempre fui tu defensor
no se de forma mas ingenua de gritar amor
porque te amaba, te amaba con infantil devocion
Y fue en la fiesta de tus quince
cuando se rompio mi sueño
de repente en mil pedazos
te vi bailar toda la noche abrazada a tu pareja
tan feliz entre sus brazos
justo esa noche yo iba hablarte de mi amor
y mi rival, al parecer, se adelanto
y tu alegria, como me heria, alli nacio el perdedor
Fue el muchacho aquel quien años despues
para mi condena se caso contigo
te vi ante el altar radiante y feliz
como un dia soñaba que fuera conmigo
Y ahora me cuentan los amigos
que has vivido muchas penas
que tu unión quedó en fracaso
y que te lames las heridas
entregándote a tus hijos
con el alma hecha pedazos
yo por mi parte he seguido siendo fiel
a aquel amor que nunca antes te confese
porque aún te amo, aún te amo,
como la primera vez
Cuando recibas ésta carta,
tal vez ya ni me recuerdes,
han pasado veinte años.
Pero si buscas en el álbum
de la fiesta de tus quince,
no te llamarás engaño
yo soy el flaco que te mira con pasión
en cada foto que aquella noche se tomó
y el que te espera hasta que quieras
con la más fiel devoción
Esta es la cronica sincera
de un viejo y callado amor
Esta es la cronica sincera
de un viejo y callado amor...
Crônica de um Velho Amor
Acho que te amei desde sempre
desde aquele dia chuvoso
em que você chegou no bairro
você tinha aparelho nos dentes
umas sardas deliciosas e um rabo de cavalo
na escola sempre fui seu defensor
não sei de forma mais ingênua de gritar amor
porque eu te amava, te amava com devoção infantil
E foi na festa dos seus quinze
quando meu sonho se quebrou
de repente em mil pedaços
te vi dançar a noite toda abraçada ao seu par
tão feliz entre os braços dele
justo naquela noite eu ia te falar do meu amor
e meu rival, ao que parece, se adiantou
e sua alegria, como me feriu, ali nasceu o perdedor
Foi aquele garoto quem anos depois
para minha condenação se casou com você
te vi diante do altar radiante e feliz
como um dia sonhei que seria comigo
E agora meus amigos me contam
que você viveu muitas dores
que sua união foi um fracasso
e que você lambe suas feridas
se entregando aos seus filhos
com a alma em pedaços
eu, por minha parte, continuei sendo fiel
aquele amor que nunca antes te confessei
porque ainda te amo, ainda te amo,
como da primeira vez
Quando você receber esta carta,
talvez já nem se lembre de mim,
pasaram vinte anos.
Mas se você olhar no álbum
da festa dos seus quinze,
não será engano
sou eu, o magrelo que te olha com paixão
em cada foto que aquela noite foi tirada
e o que te espera até você querer
com a mais fiel devoção
Esta é a crônica sincera
de um velho e calado amor
Esta é a crônica sincera
de um velho e calado amor...