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Coruja

Briela Ojeda

Búhoz

Búho rosa que en sueños cantas, sobre hadas, será la canción
No te angusties si no descansas, bonita, será la ilusión

Ah–

Ay del alma que sabe hablar y su propia gráfica interpretar
En ambas, luz y en oscuridad, es cuerpo y es lombriz

Ay del alma que sabe armar con su propia magia la realidad
Y en la espiral de su soledad, es larva y es fósil

Búho rojo que en sueños cantas, en llamas, será la canción
No te angusties si no hayas calma, no hay furia, sin liberación

Ah–

Y no me bastarán las vidas pa' ponerme a averiguar
Y no me bastarán las tizas si me pongo a calcular
Si cuando cruzo las fronteras no distingo realidad
Y a media noche escucho el búho entrar

Ah–

Búho negro que en sueños cantas sobre almas, será la canción
No me angustio si no hay mañana, no hay muerte, solo transición

Ah–

Coruja

Coruja rosa que em sonhos canta, sobre fadas, será a canção
Não se preocupe se não descansa, linda, será a ilusão

Ah

Ai da alma que sabe falar e interpretar sua própria história
Em ambas, luz e escuridão, é corpo e é minhoca

Ai da alma que sabe criar com sua própria magia a realidade
E na espiral de sua solidão, é larva e é fóssil

Coruja vermelha que em sonhos canta, em chamas, será a canção
Não se preocupe se não encontra calma, não há fúria, sem libertação

Ah

E não vão me bastar as vidas pra eu me pôr a investigar
E não vão me bastar os giz se eu me ponho a calcular
Se quando cruzo as fronteiras não distingo a realidade
E à meia-noite escuto a coruja entrar

Ah

Coruja negra que em sonhos canta sobre almas, será a canção
Não me preocupo se não há amanhã, não há morte, só transição

Ah

Composição: Briela Ojeda