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alma

Brock Ansiolitiko

Alma

Parto del capricho de que todo lo sospecho
Lo importante de lo dicho es respaldarlo con los hechos
Amo la locura de los versos que cosecho
Tengo pintura en los dedos de tanto que toqué techo

Si en mi lago no hay un trago de agua fría
Busco agua en lo que hago y no en lo que debería
Aposté por conocerme cuando nadie me creía
Y ahora que dicen creerme no me creo su ironía

Porque yo también, tengo miedo a la derrota
De ver el andén pero nunca ese tren que me toca
Lanzo mi desdén desde un terraplén y me rebota
Y no es que vuele bien, ya me acostumbré a las rotas

Pero mírame,, soy un loco atormentado
Riego la hiedra de piedras que lanzan por mi tejado
En la rama del soneto mi manzana es un pecado
Me querrían ver sujeto por lo que ya he predicado

Sé que la vida es una apuesta sin sentido
La suma de la resta de tu yo y lo recorrido
Hay quienes solo lloran por llegar a conocerse
Y hay quienes se enamoran sin haberse conocido

Que si hoy maldigo al tiempo es porque tengo tiempo
Cuando empujas las agujas sacas tus brujas de dentro
Me ofusco en el intento, me busco y no me encuentro
Me ajusto al brusco busto del gusto de mi lamento

Rechacé al demonio pero Dios lo puso en su jardín
Regando la planta de mi folio y robando el jazmín
Yo no quiero el podio, si una vez lo tuve lo perdí
Ya he vencido al odio y ahora el odio es el que me odia a mi

Quiero ser el lastre, del amor perruno
El sastre de la bruma que una la Luna en el humo
Siempre fui un desastre pero en soledad más oportuno
Elegí alejarme de mi Sol de paz como neptuno

Solo somos aire, el instante de lo anímico
Variables vulnerables de la mente y de lo físico
Dicen que mis versos son solo procesos químicos
Pero para el alma no hay un ámbito científico

Te quiero sentir con la directriz de mi cicatriz
Bajo la motriz de mi letra impresa
Piénsatelo si no fue tan feliz llegar hasta aquí
Vine vi y vencí como julio cesar

Busquen mis señales, no la luz que escondo
Porque mis cristales siempre vienen con trasfondo
Me exigen respuestas y yo nunca les respondo
Y si no dejo de dar vueltas es porque el mundo es redondo

Yo era tímido, como un ruiseñor bajo la rama
Pero el líquido pasó a ser vapor ante la llama
Ansiolítiko, porque siendo brock no tuve calma
Y es lo mínimo, porque yo al hiphop lo llamo alma

alma

Eu começo pelo capricho de que suspeito de tudo
O importante sobre o que foi dito é apoiá-lo com os fatos
Eu amo a loucura dos versos que colho
Eu tenho tinta em meus dedos de tanto que bati no teto

Se não houver um copo de água fria no meu lago
Eu procuro água no que faço e não no que deveria
Aposto que me conheço quando ninguém acredita em mim
E agora que dizem que acreditam em mim, não acredito em sua ironia

Porque eu também tenho medo da derrota
Para ver a plataforma, mas nunca aquele trem que me toca
Eu jogo meu desdém em um aterro e ele salta
E não é que voe bem, já me acostumei com os quebrados

Mas olhe para mim, sou um louco atormentado
Eu rego a hera com as pedras que são jogadas no meu telhado
No ramo do soneto minha maçã é um pecado
Eles gostariam de me ver sujeito pelo que já preguei

Eu sei que a vida é uma aposta inútil
A soma da subtração do seu eu e da jornada
Tem gente que só chora pra se conhecer
E há quem se apaixone sem ter conhecido

Que se hoje amaldiçoo o tempo é porque tenho tempo
Quando você empurra as agulhas, você traz suas bruxas de dentro
Eu fico confuso na tentativa, procuro por mim mesmo e não consigo me encontrar
Eu me ajusto ao busto abrupto do gosto do meu lamento

Eu rejeitei o diabo, mas Deus o colocou em seu jardim
Regando a planta do meu fólio e roubando o jasmim
Eu não quero o pódio, se eu o tivesse perdi
Já venci o ódio e agora o ódio é o que me odeia

Eu quero ser o lastro do amor canino
O alfaiate da névoa que envolve a Lua em fumaça
Eu sempre fui um desastre mas na solidão mais oportuno
Eu escolhi me afastar do meu Sol de paz como um Netuno

Somos apenas ar, o instante da alma
Variáveis vulneráveis da mente e do físico
Dizem que meus versos são apenas processos químicos
Mas para a alma não há campo científico

Quero te sentir com a diretriz da minha cicatriz
Sob a força motriz de minha carta impressa
Pense nisso se não foi tão feliz em chegar aqui
Eu vim eu vi e venci como em julho

Procure meus sinais, não a luz que escondo
Porque meus cristais sempre vêm com um tom
Eles exigem respostas de mim e eu nunca respondo
E se eu não parar de girar é porque o mundo é redondo

Eu era tímido, como um rouxinol debaixo do galho
Mas o líquido se tornou vapor antes da chama
Ansiolítico, pois sendo brock não tive calma
E é o mínimo, porque eu chamo hiphop soul