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Fulana (Guinguiana)

Bruno Conde

Letra

    E solto num repente entre dentes no ar
    Quase me atrevo a buscar qualquer coisa tua
    Se é colo ou se é semente esse bem que me dá
    Que me faz desembestar numa paixão crua
    E até me apego a cantar, rabiscar, sequestrar
    Num lampejo um faz de conta que é pra me situar
    Me mudei de mala e cuia
    Se bem que tropecei, vacilei, quis negar
    Difícil manifestar entidade tua
    Esgarço o pensamento de tanto cismar
    E ajoelhei pra rezar numa prece muda
    Santifiquei teus rituais, ancestrais, teus rivais
    Pensamentos, ais, cada parte do que te fez mais
    Inteira numa mistura
    Reticente lugar, me embrenhei, pequei, fez arder
    Quis mais desse teu ar de singular
    Por sua vez, se não quer o freguês
    Sigo com pesar, triste desperdiçar
    Encasquetou com o pobre, logo eu?

    Cabresto na serpente, imprudente botar
    Mas diz que pode furar água em pedra dura
    Que eu fico diferente, nem sei que me dá
    Quando te vejo guingar toda, pele nua
    Eu te ofereço sinais, pedestais, mais e mais
    Pensamentos, ais, cada parte do que me fez mais
    Inteiro numa mistura
    Evidente que eu, cá, que fritei, flertei
    Cutuquei demais que nem deu pra dissimular
    Por sua vez, se não quer o freguês
    Sigo com pesar, triste desperdiçar
    Encasquetou com o pobre, logo eu
    Que xingo manso quando penso
    Na dobra que tu me deu


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