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Letra

    Bem na esquina daquela rua morta
    Reina o silêncio até findar o dia
    Chegando a noite abrem-se as portas
    Do afamado bar da boemia

    E no momento em que eu ali chegava
    Os companheiros corriam a me encontrar
    E as mulheres todas me rodeavam
    E até brigavam por querer me abraçar

    Daquela rua eu sempre fui o dono
    Igual um rei rodeado de rainhas
    Mas os amigos destruíram o meu trono
    E agora abraçam as mulheres que eram minhas

    Por intermédio de uma luz acesa
    Vejo o cantinho que elas sentavam comigo
    E as mulheres naquela mesma mesa
    Bebendo ao lado de quem foram os meus amigos

    Hoje sozinho eu maldigo aquele bar
    Onde perdi a vergonha e o dinheiro
    Quando não tinha mais o que gastar
    Perdi as mulheres e os companheiros

    Em recompensa dos meus tempos de boêmio
    Recebo a rua como herança da orgia
    Só a miséria e o desprezo foram prêmios
    Que eu recebi da maldita boemia

    Composição: Benedito Seviero / Ninico. Essa informação está errada? Nos avise.

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