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Sem Escrúpulos

Caelité

Sin Escrúpulos

[el ese>
Esta es la leyenda de un hombre sin escrúpulos,
Una historia amarga adulterada por el lupulo,
Rimas de un noctambulo,
A paso de pendulo,
Birras en el muro abrazaos por el crepusculo,
Tranquilo cuida de tu culo,
Puñaladas traperas se cuentana por fasciculos,
Traigo el espectaculo,
Rap desde otro angulo,
Esquivando bulos,
De maruja del rap tombola,
Puaj! el unico grande sin un titulo,
Si buscas vacilos,
Sin sentido, conmigo pollo vas de culo,
Eh!chulo!! aun sigo en el rectangulo,
Si no valiera pa esto! hubiera cogidos mis bartulos,
Acumulo un cumulo de versos pa garrulos rascistas,
Soy terco como un mulo,
Tu ego me lo pulo,
Y aunque sude rap no dudes que no busco fama como el puto dani amatulo,
Quieres callarme puto! vamos intentalo,
Proletario vandalo,
Amenaza con escandalo,
Esto no es nada, es tan solo el preamublo,
De la explosion de ira de un borracho de vicalvaro,
Vine con los mios pa saciar tu gula,
¿quieres rap mayusuculo?,
Busca mi cara en la caratula,
Lo hago, lo clavo, lo pulo como espatula,
Inmune a tu aliento de veneno de tarantula,
Rap crapula,
Directo a tu mandibula,
Guardo tu flash para raperos de farandula,
Lo llevo en las glandulas,
Grande tras tu mascara,
Por el barrio sobran superheroes de pelicula,
No adulo culos,
El currela esquiva obstaculos,
Si vas largando mierda, te invitamos al patibulo,
Desde el muro, rap molestos cual forunculo,
Tranquilo que oiras hablar del hombre sin escrupulo.

[el maese>
Hoy me he despertado como si hubieran dado una paliza,
Hoy veo en el futuro del color de la ceniza,
Todo es tan oscuro cuando busca mi cabeza,
Hoy la realidad esta teñida de tristeza,
No encuentro motivos pa tirar para alante,
Sigo por inercia con las manos al volante,
Doy vueltas en circulo como una puta noria,
Es la vieja historia del burro y la zanahoria,
Es mi vida, mi obra, mi barca zozobra,
Capeo el temporal maniobra tras maniobra,
Tiempo no mejora, pero no es capaza de hundirme,
He estado a punto de rendirme, pero sigo firme,
Es mi pulso contra el destino,
Asumo que tropiezo en cada puta piedra que hay en el camino,
Y se que casi nada puedo ir a peor,
Por eso llevo en mi cara la sonrisa del mejor perdedor,
En mi vida loca mas solo que la una,
Ahora lo que toca, es subir hasta tocar la luna,
Ha sido la esperanza quien me he mantenido en pie,
Y no se por que nunca necesite de otra fe,
No me arrepiento, y miento si dijera,
Que lamento algun instante que he vivido en mi vida entera,
La siembra ya esta hecha,
Espero la cosecha,
Que se joda mi sino porque llega ya la fecha.

Sem Escrúpulos

[el ese>
Essa é a lenda de um homem sem escrúpulos,
Uma história amarga adulterada pelo lúpulo,
Rimas de um notívago,
A passo de pêndulo,
Cervejas no muro abraçados pelo crepúsculo,
Tranquilo, cuida do seu traseiro,
Facadas trapaceiras se contam em fascículos,
Trago o espetáculo,
Rap de outro ângulo,
Esquivando boatos,
De maruja do rap, bingo,
Eca! o único grande sem um título,
Se você procura vacilos,
Sem sentido, comigo, frango, vai se dar mal,
Eh! bonito!! ainda tô no retângulo,
Se não valesse pra isso! teria pegado minhas tralhas,
Acumulo um monte de versos pra otários racistas,
Sou teimoso como um burro,
Seu ego eu polido,
E mesmo suando rap, não duvide que não busco fama como o maldito Dani Amatulo,
Quer me calar, seu viado! vai, tenta,
Proletário vândalo,
Ameaça com escândalo,
Isso não é nada, é só o preâmbulo,
Da explosão de ira de um bêbado de Vicálvaro,
Vim com os meus pra saciar sua gula,
Quer rap maiúsculo?,
Procura minha cara na capa,
Eu faço, eu cravo, eu polido como espátula,
Imune ao seu hálito de veneno de tarântula,
Rap crápula,
Direto na sua mandíbula,
Guardo seu flash para rappers de futilidade,
Levo nas glândulas,
Grande atrás da sua máscara,
Pelo bairro sobram super-heróis de filme,
Não adulam traseiros,
O trabalhador esquiva obstáculos,
Se você tá soltando merda, te convidamos pro patíbulo,
Do muro, rap incômodos como furúnculo,
Tranquilo que você vai ouvir falar do homem sem escrúpulos.

[el maese>
Hoje acordei como se tivesse levado uma surra,
Hoje vejo no futuro a cor da cinza,
Tudo é tão escuro quando busca minha cabeça,
Hoje a realidade tá tingida de tristeza,
Não encontro motivos pra seguir em frente,
Continuo por inércia com as mãos no volante,
Dou voltas em círculo como uma puta roda-gigante,
É a velha história do burro e da cenoura,
É minha vida, minha obra, minha barca à deriva,
Enfrento a tempestade manobra após manobra,
O tempo não melhora, mas não é capaz de me afundar,
Estive prestes a desistir, mas sigo firme,
É meu pulso contra o destino,
Assumo que tropeço em cada maldita pedra que há no caminho,
E sei que quase nada pode piorar,
Por isso levo no rosto o sorriso do melhor perdedor,
Na minha vida louca, mais sozinho que um,
Agora o que resta é subir até tocar a lua,
Foi a esperança quem me manteve de pé,
E não sei por que nunca precisei de outra fé,
Não me arrependo, e minto se disser,
Que lamento algum instante que vivi na minha vida inteira,
A semeadura já tá feita,
Espero a colheita,
Que se dane meu destino porque já chegou a hora.

Composição: