Las Flores
Ay
Ven y dime todas esas cosas
Invítame a sentarme junto a ti
Escucharé todos tus sueños
En mi oído
Y déjame estrechar tus manos
Y regalarte unas pocas ilusiones
Ay, ven y cuéntame una historia
Que me haga sentir bien
Yo te escucharé
Con todo el silencio del planeta
Y miraré tus ojos
Como si fueran los últimos de este país
Ay
Déjame ver cómo es que floreces
Con cinco pétalos te absorberé
Cinco sentidos que te roban
Solo un poco de tu ser
Y seis veces para vivirte
Debajo de una misma Luna
Y otras nueve pasarán para
Sentir que nuevas flores nacerán
Y que cada estrella
Fuese una flor
Y así regalarte
Todo un racimo de estrellas
No dejes que amanezca
No dejes que la noche caiga
No dejes que el Sol salga
Solo déjame estar junto a ti
Ay larara larara
Ay lara ay larara
Cuando estoy en mis excesos
Contigo en grande emoción
Quisiera con embelesos arrancarte el corazón
Arrancarte el corazón y comérmelo a besos
Ay larara larara
Ay lara ay larara
Yo te juro y te prometo
Como siempre te he querido
Que si tu amor es completo
Cúmpleme lo prometido
Yo no quiero que otro prieto
Quiera lo que yo he querido
Ay larara larara
Ay lara ay larara
Ay larara larara
Ay lara ay larara
Mariquita quita, quita
Quítame dolor y pena
Debajo de tu rebozo
Se pasa una noche buena
Buena es la buena memoria
Memoria del que se acuerda
Se acuerda de San Francisco
San Francisco no es Esteban
Esteban no es ningún santo
Santo es aquel que le reza
Rezan los Padres Maitines
Los Maitines no son completos
Completas serán las mañas
Las mañas de un hechicero
Hechicero es el que urde
Urde la mujer su tela
Tela la del buen cedazo
Cedazo de harina y cuerda
Cuerda la de los cochinos
Los cochinos tragan hierba
De la hierba nace el trigo
El trigo es el que se siembra
Se siembra porque es costumbre
Dijo un viejito al pasar
Y lo echaron al alumbre
Porque no supo Trovar
Y lo echaron al alumbre
Porque no supo Trovar
As Flores
Ai
Vem e me conta todas essas coisas
Me convida a sentar do seu lado
Vou ouvir todos os seus sonhos
No meu ouvido
E me deixa apertar suas mãos
E te dar algumas ilusões
Ai, vem e me conta uma história
Que me faça sentir bem
Eu vou te ouvir
Com todo o silêncio do planeta
E vou olhar nos seus olhos
Como se fossem os últimos desse país
Ai
Deixa eu ver como você floresce
Com cinco pétalas eu vou te absorver
Cinco sentidos que te roubam
Só um pouco do seu ser
E seis vezes pra te viver
Debaixo de uma mesma Lua
E outras nove passarão pra
Sentir que novas flores vão nascer
E que cada estrela
Fosse uma flor
E assim te daria
Um cacho inteiro de estrelas
Não deixe amanhecer
Não deixe a noite cair
Não deixe o Sol nascer
Só me deixa estar ao seu lado
Ai larara larara
Ai lara ai larara
Quando estou nos meus excessos
Contigo em grande emoção
Queria com encantos arrancar seu coração
Arrancar seu coração e comê-lo a beijos
Ai larara larara
Ai lara ai larara
Eu te juro e te prometo
Como sempre te quis
Que se seu amor for completo
Cumpra o que foi prometido
Eu não quero que outro cara
Queira o que eu sempre quis
Ai larara larara
Ai lara ai larara
Ai larara larara
Ai lara ai larara
Mariquita, sai, sai
Tira de mim a dor e a pena
Debaixo do seu manto
Passa uma noite boa
Boa é a boa memória
Memória de quem se lembra
Se lembra de São Francisco
São Francisco não é Esteban
Esteban não é santo nenhum
Santo é aquele que reza
Rezando os Pais Maitines
Os Maitines não são completos
Completas serão as manhas
As manhas de um feiticeiro
Feiticeiro é quem trama
Trama a mulher sua teia
Tecido do bom peneiro
Peneiro de farinha e corda
Corda dos porcos
Os porcos comem capim
Do capim nasce o trigo
O trigo é o que se semeia
Se semeia porque é costume
Disse um velhinho ao passar
E o jogaram ao alume
Porque não soube Trovar
E o jogaram ao alume
Porque não soube Trovar
Composição: E. Del Real