Pompeya
Saliendo por Almafuerte, y mi pena
Esquivando a la gente que duerme ahí
Calle de adoquines, testigos del ayer
Pasan carretas, fantasmas de la noche
En la esquina del bar de La Plata y Saénz
Los borrachos se pelean, como costumbre
Voy cruzando la vías de Homero Manzi
Que terminan en la estación Buenos Aires
Llegando a la Perito, pasando las ferias
Se ve oscuro el horizonte hacia ambos lados
Escuchás venir un tren, pero nada va a pasar
La adrenalina y el miedo en el aire sentirás
Y voy, otra vez, por el mismo destino que vivo
Barrio que, alguna vez, diste letra
Al comienzo de un siglo
Desde acá se siente el olor a riachuelo
Que viene a lo lejos desde el puente siniestro
Los pibes de Alcorta, doblados del paco, te piden monedas, tapando tristezas
Otros van a la murga, otros van a la iglesia
O jalan la bolsa, o viven esta canción
Pompeia
Deixando Almafuerte, e minha tristeza
Esquivando-se das pessoas que dormem lá
Rua de paralelepípedos, testemunhas de ontem
Passam carroças, fantasmas da noite
Na esquina do bar na La Plata e Saénz
Bêbados brigam, como sempre
Estou cruzando os trilhos de Homero Manzi
Que terminam na estação de Buenos Aires
Chegando ao Perito, passando pelas feiras
O horizonte parece escuro em ambos os lados
Você ouve um trem chegando, mas nada vai acontecer
Você sentirá a adrenalina e o medo no ar
E eu vou, de novo, para o mesmo destino que vivo
Bairro sobre o qual você escreveu uma vez
No início de um século
Daqui você pode sentir o cheiro do riacho
Vindo à distância da ponte sinistra
Os garotos de Alcorta, embriagados de drogas, pedem moedas, escondendo sua tristeza
Alguns vão à murga, outros vão à igreja
Ou eles puxam a bolsa, ou eles vivem essa música
Composição: Elio Rodrigo Delgado / Patricio Santos Fontanet