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Como em Tahiti

Camila Benson

Como En Tahití

Esa guerra no es la mía,
no pretendo ningún Potosí,
qué hago yo con una espada
si me aterra ver un bisturí.
Sácame de entre las fieras
que prefiero la clausura
de estar entre tus caderas
a partirme la figura
por ahí, por ahí.

No quiero salir de ti
que hace mucho frío afuera,
deja que me instale aquí
donde siempre es primavera
como en Tahití.

Sálvame de la intemperie
que el Montaje me resulta hostil,
no me arrojes a la calle
que esa dama es una trampa vil.
Si no es mucha la molestia
déjame quedarme dentro
como la pequeña bestia
que, perdida, va al reencuentro
del redil, del redil.

Mécete lo imprescindible,
que no hay que abordar ningún botín,
navegando a la deriva
llegaremos al postrer confín,
ese extraño paraíso
de invertidos catalejos
donde no hay más compromiso
que el deber de estar muy lejos
del motín, del motín.

Como em Tahiti

Essa guerra não é minha,
não quero nenhum Potosí,
o que eu faço com uma espada
se me dá medo ver um bisturi.
Me tira de entre as feras
que eu prefiro a clausura
de estar entre suas coxas
do que me quebrar a figura
por aí, por aí.

Não quero sair de você
que tá muito frio lá fora,
deixa eu me instalar aqui
onde sempre é primavera
como em Tahiti.

Me salva da intempérie
que o Montagem me parece hostil,
não me joga na rua
que essa dama é uma armadilha vil.
Se não for muito incômodo
me deixa ficar aqui dentro
como a pequena besta
que, perdida, vai ao reencontro
do redil, do redil.

Balance o que é essencial,
que não tem que pegar nenhum botim,
navegando à deriva
chegaremos ao último confim,
esse estranho paraíso
de catalejos invertidos
onde não há mais compromisso
que o dever de estar bem longe
do motim, do motim.