El Torerillo
Deja tu pueblo y olvídate,
mira que llegó la noche.
Toma el camino y aléjate
con tu espada y tu capote.
Pronto la gente comentará
al despertar la mañana,
unos dirán se marchó del hogar
otros dirán se escapó.
Comentarán tu razón de marchar
bajo la luz de un farol.
Torero, capote, sombrero y olé
y pierde la razón, mira su balcón,
sola se quedó la calle.
Y cruza sin mirar, silba una canción
y deja su pueblo atrás.
Pelo marrón, cazadora azul
y quimeras a la espalda.
Traje de luces en oro y gris
y en sus ojos esperanza.
Cielo de estrellas, ombligo al sol
y un corazón que se escapa
y el maletilla será matador
dice la gente que pasa.
Y cada noche la misma canción,
vuelve su sueño a escuchar.
Torero, capote, sombrero y olé
y pierde la razón, baila bajo el sol
pronto bailará en la arena.
Y en aquel balcón que dejó al partir
pronto nacerá una flor.
Torero, capote, sombrero y olé
O Pequeno Toureiro
Deixa sua cidade e esquece,
mira que a noite chegou.
Toma o caminho e se afasta
com sua espada e seu manto.
Logo o povo vai comentar
quando amanhecer a manhã,
uns vão dizer que saiu de casa
outros vão dizer que fugiu.
Vão comentar sua razão de ir
sob a luz de um lampião.
Toureiro, manto, chapéu e olé
e perde a razão, olha seu balcão,
a rua ficou sozinha.
E cruza sem olhar, assobia uma canção
e deixa sua cidade pra trás.
Cabelo castanho, jaqueta azul
e quimeras nas costas.
Traje de luzes em ouro e cinza
e em seus olhos, esperança.
Céu de estrelas, umbigo ao sol
e um coração que se escapa
e o maletinha será matador
dizem as pessoas que passam.
E toda noite a mesma canção,
vai ouvir seu sonho de novo.
Toureiro, manto, chapéu e olé
e perde a razão, dança sob o sol
logo vai dançar na areia.
E naquele balcão que deixou ao partir
logo vai nascer uma flor.
Toureiro, manto, chapéu e olé