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Meu Povo Está Morrendo

Camila Benson

Mi Pueblo Se Está Muriendo

¡Silencio! Mi pueblo se esta muriendo...

Silencio, que está mi pueblo
muriendo de soledad,
silencio, que está lloviendo
y el viento dormido está en los aleros.

Silencio, que está mi tierra
pariendo espinas y cal,
silencio que va la muerte
paseando por mi lugar, y por mis cerros.

Las calles se van cubriendo de musgo verde y de soledad
los nidos de golondrina se van cayendo
el canto del ruiseñor,
y el llanto de las campanas,
se quejan, por las mañanas al despertar.

Silencio, que está mi pueblo
reunido para rezar
por esos que se marcharon,
por esos que marcharán, hacia otros campos.

Silencio, que están los viejos
sentados junto al hogar,
fumando entre cuento y cuento
dejando el tiempo pasar, su escaso tiempo.

Las puertas y las ventanas se van abriendo de par en par
la hiedra entre sus paredes se va colando,
el perro se duerme al sol;
ayer se quedo sin dueño,
y el tiempo dejó su huella en algún portal.

Silencio que está mi pueblo
muriendo de soledad
silencio que está lloviendo
y el viento dormido está en los aleros.

Silencio, que está mi tierra
pariendo espinas y cal,
silencio que va la muerte
paseando por mi lugar, y por mis cerros.

Meu Povo Está Morrendo

¡Silêncio! Meu povo está morrendo...

Silêncio, que meu povo
morre de solidão,
silêncio, que está chovendo
e o vento dormindo está nos beirais.

Silêncio, que minha terra
está parindo espinhos e cal,
silêncio que vem a morte
passeando pelo meu lugar, e pelos meus morros.

As ruas vão se cobrindo de musgo verde e de solidão
os ninhos de andorinha vão caindo
o canto do rouxinol,
e o choro das campanas,
se queixam, pela manhã ao acordar.

Silêncio, que meu povo
se reuniu para rezar
pelos que se foram,
pelos que vão partir, para outros campos.

Silêncio, que os velhos
estão sentados junto ao fogo,
fumando entre uma história e outra
deixando o tempo passar, seu pouco tempo.

As portas e janelas vão se abrindo de par em par
a hera entre suas paredes vai se infiltrando,
o cachorro dorme ao sol;
hoje ficou sem dono,
e o tempo deixou sua marca em algum portal.

Silêncio que meu povo
morre de solidão
silêncio que está chovendo
e o vento dormindo está nos beirais.

Silêncio, que minha terra
está parindo espinhos e cal,
silêncio que vem a morte
passeando pelo meu lugar, e pelos meus morros.

Composição: