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O Cavaleiro da Caatinga Nas Barrancas Dos Amores

Cantoria Crua

Letra

    No sertão do moxotó
    Vaqueiro corre no mato
    O seu couro é só maltrato
    De jurema e de malícia

    Mandacaru, xique-xique
    Toda galha enviesada
    Vira faca amolada
    Pronta pra dar o talho

    Mas tal qual os cavaleiros
    Dos tempos medievais
    O matuto também traz
    Armadura em seu corpo

    Trajado de grosso couro
    Montado em seu alazão
    Não tem rês nesse sertão
    Que escape do seu laço

    Mas tem um tipo de talho
    Que o gibão não empata
    Nem armadura de prata
    Consegue lhe segurar

    É o talho do amor
    Quando pega um peito aberto
    Sempre acerta o veio certo
    Não tem nem como escapar

    Quebra com a ignorância
    Amolece a valentia
    Faz da noite logo dia
    No instante d'um piscar

    Só me falta um guarda peito
    De couro fino curtido
    Que segure o remoído
    Do amor a maltratar


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