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No Fim da Cidade

Capdevielle Jean-Patrick

Tout au bout de la ville

Tout au bout d'la ville vers le sud, on voit passer les lumières
Ce soir, des tas d'étoiles se trainent par terre
La brume et les rêves, les ombres et le soleil t'enchaînent
Dehors, la centrale crache la déveine
Tu dis qu't'aimerais partir mais c'est plus la peine

Y a pourtant pas si longtemps, tu donnais tous tes sourires
Et quelques pièces aux mendiants pour qu'ils t'apprennent à mentir
Leurs yeux te suivaient dans tes tourbillons fragiles
Leurs voix te disaient "Tu vas voir comme c'est facile
De retomber d'où tu viens" mais tu voulais pas les croire
Maintenant t'as fait tout l'chemin jusqu'au bout de ton histoire
Et dis-moi, tu penses à quoi lorsque t'as froid ?

{Refrain:}
T'es toute seule dans le brouillard
Quand l'vent d'minuit s'égare
Quand la ville est si noire

Tes souvenirs, tes rires et tes pleurs, tes perles et ton arrogance
La pluie les a trainés sous les pas d'un fou qui danse
Tout ce qu'il t'a appris sert à rien dans l'royaume des terrains vagues
Le prêteur sur gages a confisqué tes bagues
La rue vend tes secrets, de peur que tu t'évades

Hier pourtant, tu disais si souvent le mot "jamais"
Tu guettais les alibis que tes jongleurs t'apportaient
Tu venais si loin sur leurs oiseaux de néon,
Maintenant tu dois monnayer tous tes frissons
Tous tes châteaux invisibles ont quitté le bord des rues
Tous tes marchands d'impossible ont réclamé leur reçu
Eh, dis-moi

{au Refrain}

Maintenant t'as tout perdu, tu n'as plus rien à cacher
Tu n'as jamais très bien su le prix qu'il faudrait payer
Lorsque tu suivais ton héros marqué au front,
Quand tu lui donnais tout ce qui portait mon nom
Tu le vois là-bas, si loin, danser comme un automate
Tu sais qu'il a dans son coin tes rêves usés qui miroitent
Eh, dis-moi, tu penses à quoi lorsque t'as froid ?

{au Refrain}

T'es toute seule dans le brouillard

No Fim da Cidade

No fim da cidade, pro sul, as luzes vão passando
Essa noite, um monte de estrelas se arrastam pelo chão
A névoa e os sonhos, as sombras e o sol te prendem
Lá fora, a usina solta a má sorte
Você diz que queria ir embora, mas não vale mais a pena

Não faz tanto tempo assim, você dava todos os seus sorrisos
E algumas moedas pros mendigos pra eles te ensinarem a mentir
Os olhos deles te seguiam nos seus giros frágeis
As vozes diziam "Você vai ver como é fácil
Cair de novo de onde você veio", mas você não queria acreditar
Agora você percorreu todo o caminho até o fim da sua história
E me diz, em que você pensa quando sente frio?

{Refrão:}
Você tá sozinha na névoa
Quando o vento da meia-noite se perde
Quando a cidade tá tão escura

Suas memórias, seus risos e suas lágrimas, suas pérolas e sua arrogância
A chuva arrastou tudo isso sob os pés de um louco que dança
Tudo que ele te ensinou não vale nada no reino dos terrenos baldios
O agiota confiscou suas alianças
A rua vende seus segredos, com medo de que você fuja

Ontem, no entanto, você dizia tão frequentemente a palavra "nunca"
Você vigiava os álibis que seus malabaristas te traziam
Você ia tão longe em seus pássaros de néon,
Agora você tem que negociar todos os seus arrepios
Todos os seus castelos invisíveis deixaram a beira das ruas
Todos os seus mercadores do impossível pediram seu recibo
Ei, me diz

{no Refrão}

Agora você perdeu tudo, não tem mais nada pra esconder
Você nunca soube muito bem o preço que teria que pagar
Quando você seguia seu herói marcado na testa,
Quando você dava tudo que carregava meu nome
Você o vê lá longe, tão distante, dançando como um autômato
Você sabe que ele tem no canto dele seus sonhos desgastados que brilham
Ei, me diz, em que você pensa quando sente frio?

{no Refrão}

Você tá sozinha na névoa

Composição: Jean-Patrick Capdevielle