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Vista do Pátio

Capdevielle Jean-Patrick

Vue sur cour

J'avais jamais l' temps d' marquer les pages
J'écrivais des nouvelles sur les nuages
Et Justine aimait ça
J'allais mettre une sacrée valise à la vie
Personne me verrait cassé, fini
Quand sonnerait l'heure du glas

J'étais pas l' genre à vouloir toutes les cartes
PSU, Castel, jeunes démocrates
C'était pas trop pour moi
J'v oulais seulement lever l' drapeau noir
Debout, tout seul en face de l'Histoire
Pauvre histoire

Quand mes drames ont pris la couleur guitare
Pour Elvis, en chambre, c'était pas trop tard
J' t'ai fait voir tous les pas
J'étais Rimbaud, Jimmy, Zimmy pour toi
J'inventais des mots qu' tu comprenais pas
C'était fait pour ça

J' connaissais rien d' mieux qu' l'intelligence
C' qu'on est con quand on est né l' dimanche !
Né l' dimanche

Les gens passent et les gens tombent
Y a ceux qui savent bâtir des mondes
Et ceux qui rêvent d'embarquer la Joconde

Là-bas, derrière les façades,
J' vends des tickets pour la promenade
Le seul voyage où la raison s'évade

Who's good ? Who's bad ? Who's mad ?
Vue sur cour, vue sur cour
Now, vue sur cour pour toujours

J'oubliais ma vie dans une boule de verre
J'achetais des avenirs "made in Angleterre"
J' voulais pas marcher droit
Toi, t'accrochais des fleurs même à ta ceinture
Tu disais "Y a jamais rien qui dure"
Sans savoir trop pourquoi

Mais tu m'as fait voir ma vue sur cour
Et moi j'ai su qu' j'étais là pour toujours
Pour toujours

Les gens passent et les gens tombent
Y a ceux qui savent batir des mondes
Et ceux qui rêvent d'embarquer la Joconde

Là-bas, derrière les façades,
J' vends des tickets pour la promenade
Le seul voyage où la raison s'évade
Y a des gens qui passent
Y a des gens qui tombent
Y a des gens qui rêvent d'inventer des mondes

Who's good ? Who's bad ? Who's mad ?
Vue sur cour, vue sur cour
Now, vue sur cour pour toujours

Mais viens quand même, sous l' soleil blême
Au bord d' la Seine, quand l' printemps traîne
Hey, prends ta place, sors de ta glace
Quand l'hiver casse sur Montparnasse

Moi, j' te f'rai croire cent mille histoires
C'est pas si noir, tu sais, le goût du soir
Quand le jour s'incline dans les vitrines
Quand toutes les machines mettent une sourdine

Oh, dis-moi qu' tu m'aimes, au bord de la Seine
Sous l' soleil blême, quand l'printemps traine
On a notre place sors de ta glace
Quand l'hiver casse sur Montparnasse

Oh, viens quand même, oh, viens quand même
Dis-moi qu' tu m'aimes, moi, je sais que je t'aime
Oh, viens quand même, viens quand même
Dis-moi qu' tu m'aimes, moi je sais que je t'aime
Oh, viens quand même, viens quand même

Vista do Pátio

Nunca tive tempo de marcar as páginas
Escrevia histórias nas nuvens
E a Justine adorava isso
Eu ia dar uma sacudida na vida
Ninguém me veria quebrado, acabado
Quando soasse a hora do sino

Eu não era do tipo que queria todas as cartas
PSU, Castel, jovens democratas
Não era muito a minha praia
Só queria levantar a bandeira preta
De pé, sozinho diante da História
Pobre história

Quando meus dramas ganharam a cor da guitarra
Para Elvis, no quarto, não era tarde demais
Te mostrei todos os passos
Eu era Rimbaud, Jimmy, Zimmy pra você
Inventava palavras que você não entendia
Era pra isso que servia

Eu não conhecia nada melhor que a inteligência
Como a gente é burro quando nasce no domingo!
Nascido no domingo

As pessoas passam e as pessoas caem
Tem aqueles que sabem construir mundos
E aqueles que sonham em levar a Mona Lisa

Lá atrás, por trás das fachadas,
Vendo ingressos para o passeio
A única viagem onde a razão se evade

Quem é bom? Quem é mau? Quem é louco?
Vista do pátio, vista do pátio
Agora, vista do pátio pra sempre

Eu esquecia minha vida em uma bola de vidro
Comprava futuros "made in Inglaterra"
Não queria andar na linha
Você pendurava flores até no cinto
Dizia "Nada dura pra sempre"
Sem saber muito bem por quê

Mas você me mostrou minha vista do pátio
E eu soube que estava aqui pra sempre
Pra sempre

As pessoas passam e as pessoas caem
Tem aqueles que sabem construir mundos
E aqueles que sonham em levar a Mona Lisa

Lá atrás, por trás das fachadas,
Vendo ingressos para o passeio
A única viagem onde a razão se evade
Tem pessoas que passam
Tem pessoas que caem
Tem pessoas que sonham em inventar mundos

Quem é bom? Quem é mau? Quem é louco?
Vista do pátio, vista do pátio
Agora, vista do pátio pra sempre

Mas vem mesmo, sob o sol pálido
À beira do Sena, quando a primavera demora
Ei, ocupa seu lugar, sai do seu gelo
Quando o inverno quebra em Montparnasse

Eu vou te fazer acreditar em cem mil histórias
Não é tão negro, você sabe, o gosto da noite
Quando o dia se inclina nas vitrines
Quando todas as máquinas colocam um manto de silêncio

Oh, me diz que me ama, à beira do Sena
Sob o sol pálido, quando a primavera demora
Temos nosso lugar, sai do seu gelo
Quando o inverno quebra em Montparnasse

Oh, vem mesmo, oh, vem mesmo
Me diz que me ama, eu sei que te amo
Oh, vem mesmo, vem mesmo
Me diz que me ama, eu sei que te amo
Oh, vem mesmo, vem mesmo

Composição: