Plegaria
Pregunta al viento
De dónde viene
Tal vez en su caminar haya encontrado
A una madre
Llorosa y triste
Buscando entre los ichus jarihuaguanta
Temblando como las hojas, envuelta en llanto
Surgen mil rayos
Tronando sordos
Rompiendo en mil pedazos copas de sangre
Rompiendo cristales
De frías burbujas
Teñidas de sangre india por su justicia
Envuel'ta en su wiphala de lucha humilde
Cuánto dolor te ha inferido el terrorismo
Ay mi Ayacucho amado
Pero un día, lázaros buenos resucitarán
Y los tejuelos que volaron volverán a llenar
Tus tejados de alegres himnos de paz y felicidad
Ya nada queda
Todo es silencio
Hasta los bellos tejuelos se ausentaron
Solo se siente
Quejidos tristes
De aquellos que perecieron luchando solos
Cargando gólgota arriba su taclla amiga
Cargando gólgota arriba su taclla amiga
Oração
Pergunta ao vento
De onde vem
Talvez em seu caminho tenha encontrado
Uma mãe
Chorosa e triste
Procurando entre os ichus jarihuaguanta
Tremendo como as folhas, envolta em pranto
Surgem mil raios
Ribombando surdos
Quebrando em mil pedaços copos de sangue
Estilhaçando cristais
De frias bolhas
Tingidas de sangue indígena por sua justiça
Envolta em sua wiphala de luta humilde
Quanto dor você sofreu com o terrorismo
Ai meu Ayacucho amado
Mas um dia, bons Lázaros ressuscitarão
E os telhadinhos que voaram voltarão a encher
Teus telhados de alegres hinos de paz e felicidade
Já nada resta
Tudo é silêncio
Até os belos telhadinhos se ausentaram
Só se sente
Lamentos tristes
Daqueles que pereceram lutando sozinhos
Carregando gólgota acima sua taclla amiga
Carregando gólgota acima sua taclla amiga
Composição: Carlos Antonio Flores León