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Orvalho

Carlos Ares

Rocíos

Qué poco te cuesta hacerme pensar
Que de los dos, aquí, soy yo el que está mal de aquí
Pregunto: ¿Por qué, si debería sentirme así?
Yo no me siento así, ¿cuándo sentirse así, es lo normal?
Como siempre queriendo ser tan comprensivo
Con todo el mundo mundial
Menos conmigo

Viviendo al filo
Noches en vela
Días en vilo
Tratando de encontrarle mínimo sentido
Volver a empapar de lluvias y rocíos
Un corazón baldío

Seco, como una flor en un recoveco
Que no le da ni gota de Sol seco
De tu risa no quedó más que eco, eco, eco, eco-o-o-o

En el pecho tengo un agujero
Hace tiempo hay algo que falla
Hace tiempo que no, que no siento
Nada más que una puta migraña

En el pecho tengo un agujero
Hace tiempo hay algo que falla
Hace tiempo que no, que no siento
Más que el ansia de mis entrañas

Viviendo al filo
Noches en vela
Días en vilo
Tratando de encontrarle mínimo sentido
Volver a empapar de lluvias y rocíos
Un corazón baldío

Viviendo al filo
Noches en vela
Días en vilo
Tratando de encontrarle mínimo sentido
Volver a empapar de lluvias y rocíos
Un corazón baldío

Orvalho

Quão pouco te custa fazer-me pensar
Que de nós dois, aqui, eu sou o único que está errado aqui
Eu pergunto: Por que, se eu deveria me sentir assim?
Eu não me sinto assim. Quando é normal me sentir assim?
Como sempre querendo ser tão compreensivo
Com o mundo inteiro
Exceto comigo

Vivendo no limite
Noites sem dormir
Dias em suspense
Tentando dar algum sentido a isso
Para ser encharcado novamente com chuva e orvalho
Um coração estéril

Seco, como uma flor num canto
Isso não lhe dá uma gota de sol seco
Do seu riso não sobrou nada além de eco, eco, eco, eco-ooo

Eu tenho um buraco no meu peito
Alguma coisa está errada já faz algum tempo
Já faz um tempo desde a última vez que senti
Nada mais que uma maldita enxaqueca

Eu tenho um buraco no meu peito
Alguma coisa está errada já faz algum tempo
Já faz um tempo desde a última vez que senti
Mais que a saudade das minhas entranhas

Vivendo no limite
Noites sem dormir
Dias em suspense
Tentando dar algum sentido a isso
Para ser encharcado novamente com chuva e orvalho
Um coração estéril

Vivendo no limite
Noites sem dormir
Dias em suspense
Tentando dar algum sentido a isso
Para ser encharcado novamente com chuva e orvalho
Um coração estéril

Composição: Carlos Alberto Ares Castelo, Ivan Pardo Silva