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Noites Longas

Carlos Bahr

Noches largas

El cigarrillo me quemó los dedos,
el ruego inútil se quebró en mi voz,
y en esa esquina de los sueños muertos
quedamos solos tu recuerdo y yo.
Dolor de noches que se hicieron largas,
rigor de encono que negó el perdon.
Después la fiebre de apuar sin pausa,
la copa amarga que sirvió tu adiós.

Noches largas...
amansando esta nostalgia
que me acosa y que me niega
la esperanza de olvidar...
Cruz pesada...
de esta espera larga y van
con recuerdos y fantasmas
que te nombran al pasar...
Y esta pena,
y este afán que te reclama,
ni tu nombre que en mis labios
es consuelo y es rigor.
Noches largas...
zarandeado en la borrasca
de dolor y de abandono
que tu olvido desató.

Noites Longas

O cigarro queimou meus dedos,
e o pedido em vão quebrou na minha voz,
e naquela esquina dos sonhos mortos
ficamos sozinhos, sua lembrança e eu.
Dor de noites que se tornaram longas,
rigor de rancor que negou o perdão.
Depois a febre de sufocar sem parar,
a taça amarga que serviu seu adeus.

Noites longas...
acalmando essa nostalgia
que me persegue e que me nega
a esperança de esquecer...
Cruz pesada...
dessa espera longa e vã
com lembranças e fantasmas
que te chamam ao passar...
E essa dor,
e esse desejo que te clama,
nem seu nome que em meus lábios
é consolo e é rigor.
Noites longas...
abalado na tempestade
de dor e de abandono
que seu esquecimento desencadeou.

Composição: