Tardes Asuncenas
Evoco en la distancia tu luz de atardeceres
El mágico silencio que tanto idolatré
La sombra de tus calles vistiendo mis amores
Allí junto a la amada que nunca olvidaré
Yo no sé si aún estará esa esquina de mi barrio
Donde antaño yo aguardara a la reina de mi amor
Bella estampa del recuerdo perfumada de jazmines
Y encendida por el beso que al marchar le daba el sol
Las nubes de ese cielo tal vez ya se han marchado
Cansadas de no hallarnos muy juntos como ayer
Y acaso si la brisa las trae aquí en mi cielo
Le cuenten que no ha muerto en tu alma ese querer
Te imagino en la distancia aguardando mi llegada
Y en tu negra caballera una flor de reseda
Bellas tardes asuncenas, yo presiento que han de oírme
Y en un cofre de silencio a mi novia guardaré
Tardes Assunção
Evoco na distância a tua luz de entardeceres
O mágico silêncio que tanto idolatrei
A sombra das tuas ruas vestindo os meus amores
Ali junto à amada que nunca esquecerei
Eu não sei se ainda estará aquela esquina do meu bairro
Onde outrora eu esperava a rainha do meu amor
Belíssima imagem da lembrança perfumada de jasmins
E iluminada pelo beijo que o sol lhe dava ao partir
As nuvens daquele céu talvez já tenham partido
Cansadas de não nos encontrar tão próximos como ontem
E talvez se a brisa as trouxer aqui no meu céu
Contem a elas que esse desejo não morreu na tua alma
Te imagino na distância esperando a minha chegada
E na tua negra montaria uma flor de reseda
Belas tardes de Assunção, eu pressinto que irão me ouvir
E num cofre de silêncio guardarei para a minha noiva
Composição: Néstor Ulises Romero Valdovinos, Teófilo Noguera Ávalos