Dolido Estoy
Después de sufrir tanto, ¿cómo quieren que no llore?
Mi entraña es como panteón sin cruz y sin flores
Cielo de siembra de dichas, mi cosecha fue de espinas
Y en medio del salitral blanquearon las ruinas
Ya no me quedan nada de aquellos tiempos felices
Dejó cada lagrimón hondas cicatrices
La prenda más querida se alejó de mi presencia
Y con sal gruesa regó toda mi existencia
Arbolito sin sombra en la distancia perdido
Donde las aves no van a poner su nido
Como una cruz sin dueño que destiñó el aguacero
Pesarosa y mirar dolor pasajero
Para qué suelto el llanto sin consuelo y esperanza
La soga sin fin que doy al fondo no alcanza
La prenda más querida se alejó de mi presencia
Y con sal gruesa regó toda mi existencia
Estou magoado
Depois de tanto sofrimento, como querem que eu não chore?
Minha entranha é como um túmulo sem cruz e sem flores
Céu de semeadura de alegrias, minha colheita foi de espinhos
E no meio do salitre, as ruínas branquearam
Não me resta nada daqueles tempos felizes
Cada lágrima deixou cicatrizes profundas
A pessoa mais amada se afastou da minha presença
E regou toda a minha existência com sal grosso
Árvore sem sombra, perdida na distância
Onde os pássaros não vão construir seus ninhos
Como uma cruz sem dono que desbotou na chuva
Triste e olhar de dor passageira
Para que soltar o choro sem consolo e esperança
A corda sem fim que lanço não alcança o fundo
A pessoa mais amada se afastou da minha presença
E regou toda a minha existência com sal grosso
Composição: Cristoforo Juarez / Jose Alberto