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Estou magoado

Carlos Carabajal

Dolido Estoy

Después de sufrir tanto, ¿cómo quieren que no llore?
Mi entraña es como panteón sin cruz y sin flores

Cielo de siembra de dichas, mi cosecha fue de espinas
Y en medio del salitral blanquearon las ruinas
Ya no me quedan nada de aquellos tiempos felices
Dejó cada lagrimón hondas cicatrices

La prenda más querida se alejó de mi presencia
Y con sal gruesa regó toda mi existencia

Arbolito sin sombra en la distancia perdido
Donde las aves no van a poner su nido
Como una cruz sin dueño que destiñó el aguacero
Pesarosa y mirar dolor pasajero

Para qué suelto el llanto sin consuelo y esperanza
La soga sin fin que doy al fondo no alcanza

La prenda más querida se alejó de mi presencia
Y con sal gruesa regó toda mi existencia

Estou magoado

Depois de tanto sofrimento, como querem que eu não chore?
Minha entranha é como um túmulo sem cruz e sem flores

Céu de semeadura de alegrias, minha colheita foi de espinhos
E no meio do salitre, as ruínas branquearam
Não me resta nada daqueles tempos felizes
Cada lágrima deixou cicatrizes profundas

A pessoa mais amada se afastou da minha presença
E regou toda a minha existência com sal grosso

Árvore sem sombra, perdida na distância
Onde os pássaros não vão construir seus ninhos
Como uma cruz sem dono que desbotou na chuva
Triste e olhar de dor passageira

Para que soltar o choro sem consolo e esperança
A corda sem fim que lanço não alcança o fundo

A pessoa mais amada se afastou da minha presença
E regou toda a minha existência com sal grosso

Composição: Cristoforo Juarez / Jose Alberto