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À Grande Boneca

Carlos di Sarli

A La Gran Muñeca

Yo te he visto pasar por la acera
Con un gesto de desolación
Y al cruzar ni miraste quisiera
Que entendía tu desilusión
Te ha dejado lo sé; la malvada
Y al calor de otros se va
Ya lo ves como no queda nada
De ese amor que matándote está

¡Volvé! Jamás otras manos
Cuál las de tu mujercita
Harán por la tardecita
Los mates que cebo yo
Que con su espuma te contaban
Que; además de su dulzura
Allí estaba la ternura
De aquella que los cebó

Yo te he visto pasar por la acera
Con un gesto de desolación
Y al cruzar ni miraste quisiera
Que entendía tu desilusión
Te ha dejado lo sé; la malvada
Y al calor de otros se va
Ya lo ves como no queda nada
De ese amor que matándote está

Allá en la noche callada
Te veo triste y burlado
Por aquella que ha llevado
Mi vida y mi corazón
Volvé que aquí has de olvidarla
Mi pecho siempre te espera
Ya sabrá tu compañera
Cicatrizar tu pasión

À Grande Boneca

Eu te vi passar pela calçada
Com um gesto de desolação
E ao cruzar, nem olhou, eu queria
Que entendesse sua desilusão
Ela te deixou, eu sei; a malvada
E no calor de outros se vai
Já vê como não sobra nada
Desse amor que te mata aos poucos

Volta! Nunca outras mãos
Como as da sua mulherzinha
Fazem, ao entardecer,
Os mates que eu preparo
Que com sua espuma te contavam
Que, além de sua doçura
Ali estava a ternura
Daquela que os preparou

Eu te vi passar pela calçada
Com um gesto de desolação
E ao cruzar, nem olhou, eu queria
Que entendesse sua desilusão
Ela te deixou, eu sei; a malvada
E no calor de outros se vai
Já vê como não sobra nada
Desse amor que te mata aos poucos

Lá na noite silenciosa
Te vejo triste e zombado
Por aquela que levou
Minha vida e meu coração
Volta que aqui você vai esquecê-la
Meu peito sempre te espera
Já saberá sua parceira
Cicatrizar sua paixão

Composição: Miguel F. Osés - Jesús Ventura