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Deixe-me

Carlos di Sarli

Déjame

¡Déjame! No quiero verte nunca más
¡Déjame! Que trate de vivir en paz
No digas que ya estoy borracho como ayer
Más daño que el alcohol
Me hicieron las angustias y las penas de querer
Mi copa llena está de olvido y de ilusión
Y en ella quiero hundir mi desesperación
¡Déjame! Que el verte me hace mucho mal
¡Déjame! Que ya no puedo más

Deslumbrado te amé; como se ama una vez
Y tu vida y mi amor en un sueño encerré
Y hoy ya ves, ¡pero déjame! No quiero verte nunca más
Déjame que trate de vivir en paz
La sombra de tus ojos, el rojo de tus labios, el fuego de tus brazos
Se hunden en el vino con destellos de puñal

Inútil es huir de tu fascinación
Inútil es pedir olvido al corazón
Ven aquí que quiero verte junto a mi
Bésame, sin ti no sé vivir

Deixe-me

Deixe-me! Não quero te ver nunca mais
Deixe-me! Quero tentar viver em paz
Não diga que estou bêbado como ontem
Mais dano que a bebida
Me causaram as angústias e as dores de amar
Meu copo está cheio de esquecimento e ilusão
E nele quero afundar minha desesperação
Deixe-me! Te ver me faz muito mal
Deixe-me! Já não aguento mais

Deslumbrado te amei; como se ama uma vez
E sua vida e meu amor em um sonho eu trancafiei
E hoje já vê, mas deixe-me! Não quero te ver nunca mais
Deixe-me tentar viver em paz
A sombra dos seus olhos, o vermelho dos seus lábios, o fogo dos seus braços
Se afundam no vinho com reflexos de punhal

É inútil fugir da sua fascinação
É inútil pedir esquecimento ao coração
Vem aqui que quero te ver junto a mim
Beija-me, sem você não sei viver

Composição: Francisco Canaro / Ivo Pelay / Mariano Mores