Ventanita de Arrabal
Ventanita de arrabal
Puede que un día vuelva
Si no te puedo olvidar.
Cuando esten tus hojas secas
Abrazandome en tus rejas
Nos pondremos a llorar.
En el barrio caferata
En un viejo conventillo
Con los pisos de ladrillo,
Minga de puerta cancel,
Donde van los organitos
Sus lamentos rezongando,
Esta la piba esperando
Que pase el muchacho aquel.
Aquel que solito
Entro al conventillo
Echando en los ojos
El fungi marron.
Botin enterizo
El cuello con brillo
Pidio una guitarra
Y pa' ella canto.
Aquel que un domingo
Bailaron un tango,
Aquel que le dijo:
Me muero por vos...
Aquel que su almita
Rodo por el tango, (1)
Aquel que a la reja
Nunca más volvio.
Ventanita del cotorro
Donde solo hay flores secas,
Vos también abandonada
De aquel dia...se quedo.
El rocio de sus hojas,
Las garuas de la ausencia
Con el dolor de un suspiro
Tu tronquito destrozo.
Gardel canta: "arrastro por el fango".
Janelinha do Subúrbio
Janelinha do subúrbio
Pode ser que um dia eu volte
Se eu não conseguir te esquecer.
Quando suas folhas estiverem secas
Me abraçando nas suas grades
Vamos nos pôr a chorar.
No bairro Caferata
Em um velho cortiço
Com os pisos de tijolo,
Sem porta de entrada,
Onde vão os organistas
Seus lamentos resmungando,
Está a garota esperando
Que passe aquele rapaz.
Aquele que sozinho
Entrou no cortiço
Com um olhar
De fungo marrom.
Com um macacão
E o colar brilhante
Pediu uma guitarra
E pra ela cantou.
Aquele que um domingo
Dançaram um tango,
Aquele que disse:
Eu morro por você...
Aquele que sua alma
Rodopiou pelo tango,
Aquele que na grade
Nunca mais voltou.
Janelinha do cotorro
Onde só há flores secas,
Você também abandonada
Desde aquele dia... ficou.
O orvalho das suas folhas,
As garoas da ausência
Com a dor de um suspiro
Destruiu seu tronquinho.
Gardel canta: "arrasto pelo lamaçal".
Composição: Pascual Contursi