Amarroto
Te pasaste treinta abriles de una esquina a otra esquina
sin saber que era una mina, ni una copa, ni un café.
La yugabas como un burro y amurabas meneguina
practicando infanteria de tu casa hasta el taller.
Futbol, timbas y carreras eran cosas indecentes,
solo el cine era tu vicio... si podias garronear.
Y una vuelta que asomaste los mirones por Corrientes
al marearte con las luces te tuvieron que auxiliar.
Hijo de "Quedate quieto" y la zaina "No te muevas",
nunca, nunca te rascaste ni teniendo sarampion...
Flor de chaucha que en la esquina no ligaste ni una breva
porque andabas como un longhi chamuyandolo al boton.
No tenias ni un amigo, "que el buey solo bien se lame",
segun tu filosofia de amarroto sin control.
Y amasabas los billetes como quien hace un salame
laburando de esclavacho, como un gil, de sol a sol.
Hoy te veo engayolado... Te chapo una solterona
que podria ser tu nona y que es toda tu pasión...
Y seguis amarrocando para que ella, tu monona,
se las de de grand princesa a costillas del chabon.
En el banco de la vida al final siempre se pierde,
no hay mortaja con bolsillos a la hora de partir.
Vos que no sabes siquiera de un final "bandera verde",
aclarame, che amarroto... para que queres vivir?
Amarroto
Você passou trinta primaveras de uma esquina pra outra
sem saber que era uma mina, nem uma bebida, nem um café.
Você se esforçava como um burro e se escondia na esquina
praticando a pé da sua casa até o trabalho.
Futebol, jogatina e corridas eram coisas indecentes,
só o cinema era seu vício... se você conseguisse dar um jeito.
E uma vez que você apareceu, os curiosos na Corrientes
te ajudaram quando você se perdeu nas luzes.
Filho do "Fica quieto" e da zaina "Não se mexe",
jamais, jamais coçou nem com sarampo...
Flor de abobrinha que na esquina não pegou nem uma breva
porque andava como um idiota tentando enganar o segurança.
Você não tinha nem um amigo, "que o boi só se lambe",
d segundo sua filosofia de amarroto sem controle.
E você amassava as notas como quem faz um salame
trabalhando como um escravo, como um otário, de sol a sol.
Hoje te vejo enrolado... Pegou uma solteirona
que poderia ser sua avó e que é toda sua paixão...
E você continua se enrolando pra que ela, sua mona,
se ache uma grande princesa às custas do cara.
No banco da vida, no final sempre se perde,
não há mortalha com bolsos na hora de partir.
Você que nem sabe o que é um final "bandeira verde",
me explica, ô amarroto... pra que você quer viver?