Contramarca
De filiación gauchesca, como toda la poesia de Brancatti, este tango
esta literariamente construido sobre una metafora que asemeja la
contramarca - o segunda marca - del ganado con el hecho de que una
mujer abandone a un hombre por otro y pretenda luego retornar junto al
primero. Fue registrado por Carlos Gardel, con acompañamiento de
guitarras (3/30); posteriormente lo grabo Jorge Duran, con la orquesta
Florio-Duran (1959). Lo grabaron también Julio Sosa, Roberto
Goyeneche, Luis Felipelli, Juan Carlos Godoy, entre otros.
En la larga siembra de mis años
medio indio pa'l querer
siempre fui esquivando
los zarpazos del amor...
Pero, en mi camino te cruzaste
y esa tarde pa' dolor,
con tus ojos criollos me chuziaste...
Y al yugo del cariño
me fui de yeno
chasquiandome por gueno,
confiao y noble,
sintiendome más pobre
que las arañas,
dispues que por tus mañas
cai bajo tu pial.
China cruel!... A que has venido?
Que buscas en este rancho?
Si pa' mi fuiste al olvido
y vive ya más ancho
mi gaucho corazón.
Y esa flor que mi cuchiyo
te Marco bien merecida,
la yevaras luciendo en el carriyo
pa' que nunca en la vida
olvides tu traición.
En el viejo pertigo de mi alma
no te vengas a enredar.
Tenes contramarca.
Sos ajena a este corral,
con que and'apurandote las tabas,
pa' tu bien o pa' tu mal,
y perdete en el portrero donde estabas.
Con un boton pa' muestra
tengo bastante
y soy de mucho aguante
pa' caer de nuevo.
De juro te lo ruego,
que al lado del tigre
es facil que peligren
las zorras como vos...
Contramarca
De filiação gaúcha, como toda a poesia de Brancatti, este tango
está literariamente construído sobre uma metáfora que assemelha a
contramarca - a segunda marca - do gado com o fato de que uma
mulher abandona um homem por outro e depois pretende voltar para o
primeiro. Foi registrado por Carlos Gardel, com acompanhamento de
guitarras (30/3); posteriormente, foi gravado por Jorge Duran, com a orquestra
Florio-Duran (1959). Também gravaram Julio Sosa, Roberto
Goyeneche, Luis Felipelli, Juan Carlos Godoy, entre outros.
Na longa semeadura dos meus anos
meio índio pra amar
sempre fui esquivando
os golpes do amor...
Mas, no meu caminho você cruzou
e naquela tarde pra dor,
com seus olhos crioulos me feriu...
E ao jugo do carinho
me fui de cheio
me jogando por inteiro,
confiante e nobre,
sentindo-me mais pobre
que as aranhas,
depois que por suas artimanhas
cai sob seu laço.
China cruel!... O que você veio fazer?
O que busca neste rancho?
Se pra mim você foi pro esquecimento
e vive já mais à vontade
meu coração gaúcho.
E essa flor que meu facão
te marcou bem merecida,
você levará exibindo no pescoço
pra que nunca na vida
esqueça sua traição.
No velho pertigo da minha alma
não venha se enredar.
Você tem contramarca.
É estranha a este curral,
com que anda apressando as pernas,
para seu bem ou para seu mal,
e se perca no pasto onde estava.
Com um botão pra mostrar
tenho o bastante
e sou de muito aguente
pra cair de novo.
Te juro que te imploro,
que ao lado do tigre
é fácil que se arrisquem
as raposas como você...
Composição: F. Brancatti / Rafael Rossi