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Não Diga Que Eu a Quero

Carlos Gardel

No Le Digas Que La Quiero

Suena, tango quejumbroso
Compadrón y callejero
Como suena en la tristeza
Mi abatido corazón
Y si ves a mi querida
No le digas que la quiero
Porque ya me da vergüenza
De pensar en su traición

Suena, tango, y si con otro
Ves que baila a tu sonido
No le digas que me viste
Tu rezongo acompañar
Yo no quiero que ella sepa
Las angustias que he sufrido
Y que desde aquella tarde
No hago más que sollozar

Tango, melancólico testigo
Y el único amigo de mi soledad
Tango, en las vueltas del destino
Quizá en mi camino la vuelvo a encontrar

Pues entonces, sin rencores
Ni deseos de venganza
Mi perdón le dará abrigo
Y el lamento musical
De este tango hecho a jirones
De dolor y de esperanza
Será el grito que la acuse
De haberme hecho tanto mal

Não Diga Que Eu a Quero

Soa, tango queixoso
Compadrão e de rua
Como soa na tristeza
Meu coração abatido
E se você ver minha amada
Não diga que eu a quero
Porque já me dá vergonha
De pensar na traição dela

Soa, tango, e se com outro
Você vê que ela dança ao seu som
Não diga que me viu
Seu resmungo a acompanhar
Eu não quero que ela saiba
As angústias que eu sofri
E que desde aquela tarde
Só faço chorar

Tango, melancólico testemunho
E o único amigo da minha solidão
Tango, nas voltas do destino
Talvez no meu caminho eu a encontre de novo

Pois então, sem rancores
Nem desejos de vingança
Meu perdão lhe dará abrigo
E o lamento musical
Desse tango feito em pedaços
De dor e de esperança
Será o grito que a acuse
De ter me feito tanto mal

Composição: E. Delfino, A. Vaccarezza