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Pajarito

Carlos Gardel

Pajarito

Pajarito arrabalero
Sos vocero
Del ciudadano entrevero
Corazón que derramas
En la esquina
Parlanchina
Con voz limpia y cristalina
Tu canción

Radio humano
Que palpita
Y que grita
Su propia angustia inaudita
De emoción
A vocear cada mañana la hoja van
De la pajarera urbana
Sós gorrión

Pajarito
Que al raudo compás del grito
¡Prensa! ¡Argentina! ¡Nación!
Vas cortando las aceras
Y flameando las banderas
De tu propia perdición

Pajarito
No olvides que con el grito
¡Prensa! ¡Argentina! ¡Nación!
Por las urbanas arterias
Vas cantando tus miserias
De gorrión

Canillita chocarrero
Refranero
Poeta desde el callejero
Corazón
Mientras tu mamita vela
Canta y vuela
Solo la asiste y consuela
Tu canción

Mientras ganas tus centavos
Canta bravo
La canción de los esclavos
Tu canción
Que en las urbanas arterias
Callejeras
Vengarás un día tus miserias
De gorrión

Pajarito

Pajarito das quebradas
É você a voz
Do cidadão em meio à confusão
Coração que se derrama
Na esquina
Falante
Com voz limpa e cristalina
Sua canção

Rádio humano
Que palpita
E que grita
Sua própria angústia inaudita
De emoção
A cada manhã vai gritando a folha
Da gaiola urbana
Você é um pardal

Pajarito
Que ao rápido compasso do grito
¡Imprensa! ¡Argentina! ¡Nação!
Vai cortando as calçadas
E agitando as bandeiras
Da sua própria perdição

Pajarito
Não esqueça que com o grito
¡Imprensa! ¡Argentina! ¡Nação!
Pelas artérias urbanas
Vai cantando suas misérias
De pardal

Menininho das notícias
Com suas gírias
Poeta das ruas
Coração
Enquanto sua mamãe vigia
Canta e voa
Só a assiste e consola
Sua canção

Enquanto ganha seus trocados
Canta firme
A canção dos escravos
Sua canção
Que nas artérias urbanas
De rua
Um dia você vai vingar suas misérias
De pardal

Composição: D. A. Linyera