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Pobre Minha Gaúcha

Carlos Gardel

Pobre Mi Gaucha

Desde que mi gaucha ha muerto
Quedé huérfano de amores
Desde que mi gaucha ha muerto
Quedé huérfano de amores.

Y aunque les parezca incierto
Mi rancho quedó desierto
Como una tumba sin flores
La lloro porque la quiero
Aunque ya no esté a mi lado
La lloro porque la quiero
Aunque ya no esté a mi lado

Y siento un dolor tan fiero
Por esa vida que el pampero
Con su soplo ha deshojado
Parece que la estoy viendo
Como siempre juguetona
Y entre mis brazos durmiendo
Y yo que le estoy diciendo
No seas tan regalona

Al concluir con su existencia
Para mí no hay primavera
Al concluir con su existencia
Para mí no hay primavera
Y por aquella inclemencia
Quedé llorando la ausencia
Quedé llorando la ausencia
De mi vieja compañera

Pobre Minha Gaúcha

Desde que minha gaúcha se foi
Fiquei órfão de amores
Desde que minha gaúcha se foi
Fiquei órfão de amores.

E embora pareça incerto
Meu rancho ficou deserto
Como um túmulo sem flores
Eu choro por ela, porque a amo
Mesmo que não esteja ao meu lado
Eu choro por ela, porque a amo
Mesmo que não esteja ao meu lado

E sinto uma dor tão intensa
Por essa vida que o vento
Com seu sopro desfez
Parece que a estou vendo
Como sempre, brincalhona
E entre meus braços dormindo
E eu que estou dizendo a ela
Não seja tão folgada

Ao terminar sua existência
Para mim não há primavera
Ao terminar sua existência
Para mim não há primavera
E por essa crueldade
Fiquei chorando a ausência
Fiquei chorando a ausência
De minha velha companheira

Composição: A. Rios