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Querência

Carlos Gardel

Querencia

Era lindaza la china
Y era bonito mi pago
Y era linda aquella vida
Vivida allí entre sus brazos
Pero las hembras, amigo
Tienen en el cuerpo el diablo
Y el diablo se vino un día
Montando un caballo zaino
Y mi china, compañero
Juyó de mi pobre rancho

Yo les confié el perseguirlos
A las patas de mi zaino
Y en abras de aquella sierra
Les di alcance a los malvados
Cuchillo contra cuchillo
Ahí nomás nos atacamos
Nos herimos varias veces
Pero estuve mal del brazo
Se me fue la vista en sangre
Y allí quedé entre los pastos

Y aura le digo, aparcero
Que me tira la querencia
Más no quiero, he d’ir al pago
Porque ya me da vergüenza
Ando juido como un perro
Relamiéndome las pellas
Estuve mal pa'l cuchillo
Y perdí aquella pelea
Pero usted no sabe amigo
Lo que tira la querencia

Querência

Era linda a morena
E era bonito meu lugar
E era linda aquela vida
Vivida ali entre seus braços
Mas as mulheres, amigo
Têm o diabo no corpo
E o diabo veio um dia
Montando um cavalo preto
E minha morena, parceiro
Fugiu do meu pobre rancho

Eu confiei a perseguição
Aos pés do meu cavalo
E nas encostas daquela serra
Consegui alcançar os malvados
Faca contra faca
Ali mesmo nos atacamos
Nos ferimos várias vezes
Mas eu me machuquei no braço
Perdi a visão em sangue
E ali fiquei entre os pastos

E agora eu digo, parceiro
Que a querência me chama
Mas não quero, vou voltar
Porque já estou com vergonha
Ando fugindo como um cachorro
Lambendo minhas feridas
Estive mal com a faca
E perdi aquela briga
Mas você não sabe, amigo
O que a querência faz com a gente

Composição: A. Chinarro / F. Silva Valdez