Titiriteros
Inmortal titiritero
Tu pasado lisonjero
Los laureles, los aplausos
Que lograras al pasar
Son cabriolas, molinetes
Trampolines, periquetes
De mi lira en el cordaje
Voy tus horas a añorar
Ya la murga con sus sones
De platillos y trombones
Circuló por todo el pueblo
Pregonando por doquier
Imprimiendo en cada nota
Esta frase como un dejo
Circo gaucho, circo viejo
Te vas para no volver
Con amor y sin dinero
Como un paria aventurero
Recorriste los confines
Paso a paso sin cejar
Y el recuerdo que dejabas
En los pueblos que pisabas
Era toda una semblanza
Imposible de olvidar
De los pibes la algazara
Y el payaso con su cara
Y sus locos cascabeles
Que va viendo enmudecer
Expresando con la mueca
De sus labios y entrecejo
Circo gaucho, circo viejo
Te vas para no volver
Mi canción darte yo quiero
Y mi canto lastimero
No te ofende ni te daña
Tu dolor al evocar
Es el eco de tu historia
Es la endecha de la gloria
De tu gloria que se esfuma
Para nunca retornar
Y tal vez cuando mañana
Al rodar tu caravana
A lo lejos de un camino
Veas mi triste atardecer
Cuyos últimos fulgores
Te dirán con su reflejo
Circo gaucho, circo viejo
Te vas para no volver
Fantoches
Imortal fantochista
Teu passado lisonjeiro
Os louros, os aplausos
Que conquistou ao passar
São acrobacias, rodopios
Trampolins, periquitos
Da minha lira nas cordas
Vou te lembrar a cada hora
Já a murga com seus sons
De pratos e trombones
Circulou por todo o povo
Anunciando por todo lugar
Imprimindo em cada nota
Essa frase como um eco
Circo gaúcho, circo velho
Você vai e não volta mais
Com amor e sem grana
Como um pária aventureiro
Você percorreu os confins
Passo a passo sem parar
E a lembrança que deixava
Nas cidades que pisava
Era toda uma imagem
Impossível de esquecer
Da criançada a algazarra
E o palhaço com sua cara
E seus loucos sinos
Que vai vendo emudecer
Expressando com a careta
De seus lábios e sobrancelhas
Circo gaúcho, circo velho
Você vai e não volta mais
Minha canção eu quero te dar
E meu canto dolorido
Não te ofende nem te machuca
Teu sofrimento ao recordar
É o eco da tua história
É a lamentação da glória
Da tua glória que se esvai
Para nunca retornar
E talvez quando amanhã
Ao rodar tua caravana
Lá longe de um caminho
Vejas meu triste entardecer
Cujos últimos fulgores
Te dirão com seu reflexo
Circo gaúcho, circo velho
Você vai e não volta mais