Canto a La Mocha
Vieja mocha compañera
De tantas generaciones
Hambre de los barracones
Amargura azucarera
Suena en tu canto de metal
Copos de acero
Que ya la caña y el sembral
Son del obrero
Con rabia brilló tu acero
Allá en los cañaverales
Esclava de los sembrales
Esclava como el obrero
Suena en tu canto de metal
Copos de acero
Que ya la caña y el sembral
Son del obrero
Ya tu acero no es castigo
Ya no es maldición tu acero
Hoy tu acero es compañero
Es compañero y amigo
Hoy me parece que entiendes
En el metal de tu entraña
El destino de la caña
Que trazó Jesús Meléndez
Suena en tu canto de metal
Copos de acero
Que ya la caña y el sembral
Son del obrero
Que resuene en tus metales
En la faena del corte
Que ya no hay lobos del norte
Sobre los cañaverales
Suena en tu canto de metal
Copos de acero
Canto da Mocha
Velha mocha companheira
De tantas gerações
Fome dos barracões
Amargura açucareira
Ressoa no teu canto de metal
Pedaços de aço
Que já a cana e o semeado
São do trabalhador
Com raiva brilhou teu aço
Lá nos canaviais
Escrava dos semeados
Escrava como o trabalhador
Ressoa no teu canto de metal
Pedaços de aço
Que já a cana e o semeado
São do trabalhador
Já teu aço não é castigo
Já não é maldição teu aço
Hoje teu aço é companheiro
É companheiro e amigo
Hoje me parece que entendes
No metal da tua essência
O destino da cana
Que traçou Jesus Meléndez
Ressoa no teu canto de metal
Pedaços de aço
Que já a cana e o semeado
São do trabalhador
Que ressoe em teus metais
Na labuta da colheita
Que já não há lobos do norte
Sobre os canaviais
Ressoa no teu canto de metal
Pedaços de aço
Composição: Carlos Puebla