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Sabor a Nada
Carlos Roldán
Sabor a Nada
Sabor a Nada
E se eu te visse de novo uma manhãY si volviera a verte una mañana
Desfolhando a flor de algum silêncioDeshojando la flor de algún silencio
Desencadearia a torrente dos teus medosDesataría el torrente de tus miedos
E na tua pobre ilusão, desesperançaY en tu pobre ilusión desesperanza
E pintaria teus sonhos de corY pintaría tu sueños de color
O escuro marrom da nostalgiaEl oscuro marrón de la nostalgia
Porque eu sei que você não me esqueceuPorque yo sé que no me has olvidado
Que são punhais negros as lembrançasQue son puñales negros los recuerdos
Que vão ensanguentando seus dedosQue van ensangrentándote los dedos
Quando você busca assim aquele passadoCuando buscas así aquel pasado
Esse passado intenso se escondeuEse pasado intenso se escondió
Atrás dos muros do Sol, acovardadoTras los muros del Sol, acobardado
Como você está, como vai, você não me responde nadaComo estás, cómo te va, tú no me contestas nada
E lentamente vai baixando o olharY lentamente vas bajando la mirada
Se a culpa ri de você, gargalhandoSi la culpa se te ríe a carcajadas
E você se afasta de mim, abandonadaY te alejas de mí, abandonada
Pois de tanto amar e não entenderPues de tanto querer y no entender
Você me deixou a pele, sabor a nadaMe dejaste la piel, sabor a nada



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