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Eu vivo inquieta por estar inquieta
Eu tenho uma meta, mas não chego lá
Eu vivo com pressa, e na minha cabeça
Vive tanta gente que nem me diz olá

Eu já me conheço, mas nem me conheço
E quando tropeço já não sinto o chão
Sempre me levanto, mas no entretanto
Já não vejo espanto em mais um arranhão

Dizem-te: Trabalha, mas só me baralha
Quanto mais entregas é menor o pão
Dizem-te: Tu fala, mas ninguém se cala
Para ouvir o outro no meio da multidão

Ninguém é generoso, e é tão perigoso
Querer amar alguém que não ama nada
A vida é mesmo assim, eu vou gostar de mim
E quando chego ao fim, faço do fim uma estrada

É esta a minha sina
Eu nunca fui menina
Eu sempre fui mulher
Mesmo quando não o era

Eu sempre fui crescida
Mesmo quando a vida
Tinha dias de chuva
Pra pouca primavera

Por isso, muita calma
Eu tenho uma alma
Que já era minha
Antes de eu o ser

Viveu muito mais anos
Sofreu tantos mais danos
Que sobreviveu
A sobreviver

Por isso, muita calma
Eu tenho uma alma
Que já era minha
Antes de eu o ser

Viveu muito mais anos
Sofreu tantos mais danos
Que sobreviveu
A sobreviver

Eu vivo inquieta

Composição: Carolina Deslandes / Diogo Clemente. Essa informação está errada? Nos avise.

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