exibições de letras 299

A mesma cruz

Carolina Diz

Letra

    pedreiros de estranhas moradas
    do mar sabemos porões e jangadas
    do açoite ao fogo cruzado
    nosso sangue amargo derramado

    em cada nascimento a mesma cruz
    cadáver adiado na fila do sus
    pra nós brancos-pretos-pobres
    mãos de doutor decretando a sorte

    está é a hora irmão
    está é a hora irmã

    não temos direito ao chão sob os nossos pés
    só perpetuam troncos para escravos fiéis
    compramos da cana esta parte:
    lavradores lançados ao abate

    nossos dias são constelados por furos de balas perdidas
    o futuro é constelado por furos de balas perdidas

    e os tênis importados
    dançam nas cinzas de galdino
    e sobre os muros eletrificados
    o faminto será o assassino

    o ódio vomitou na esperança
    nós todos em regime fechado
    os prisioneiros em dia de combrança
    e caímos sempre, sempre do mesmo lado errado

    Composição: Cesar Gilcevi / Gilson Ribeiro. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Carolina Diz e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção